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domingo, 31 de julho de 2011

Selo



Seguindo as regras do selo, cá vão as respostas:

1) Dizer quem te presenteou

2) Partilhar 7 coisas sobre ti
  1. Alimento o sonho de voltar a Moçambique.
  2. Adoro musica. associada a acontecimentos importantes é perfeito.
  3. Amo os meus bichos. o Pepper e o Pikles  (cão e gato) e todos os que estão no céu.
  4. Gosto de recordar tudo. De chegar ao pormenor de saber o que tinha vestido, que horas eram, onde foi...os cheiros, tudo. Por isso me assustam as doenças que nos tiram essa capacidade. 
  5. Sou uma sonhadora, claro, e quando sou chamada à terra sofro horrores. 
  6. Gosto de flores, sou louca por chocolate, amo a natureza, especialmente o elemento água.
  7. Aposto comigo todos os dias que vou mudar o mundo e os outros. Perco a aposta todos os dias. E tenho de aceitar a derrota (muito angustiada), afinal só muda o que tem de mudar.
3) Enviar este selinho
Como sempre a quem quiser partilhar.

Por um fio

"Let us not pray to be sheltered from dangers but to be fearless when facing them."
- Rabindranath Tagore


É sempre assim. Quando tudo volta ao normal quando finalmente me poderia permitir relaxar, é quando nada disso acontece e fico de rastos.
Estou prestes a rebentar, porque tive de ser forte, porque sim e, agora as forças fogem-me. De nada me serve, está tudo tão desgastado que ninguém tem paciência para mim. Também todos os outros têm os seus limites e a sua maneira de sofrer.
Agarro-me à ideia das férias, aos sonhos acordada, em que estou com gente que amo, revisito memórias, tenho conversas imaginárias, faço passeios por sítios proibidos...

Só quero sentir-me em paz.
Também isto vai passar.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Home, sweet home.

"Fé é o pássaro que sente a luz e canta quando a madrugada é ainda escura."
 ( Rabindranath Tagore )


Depois de um dia exaustivo passado no hospital à espera (interminável) eis-nos todos em casa e tudo de volta à normalidade.
Trouxe a minha mãe, animada com a ideia de ir a Portugal, ver os irmãos e os sítios que lhe são queridos.
Vem com algumas recomendações, medicação adequada e com a promessa aos médicos de que volta em Setembro desta vez para fazer mais exames, já que tem uma anemia com causas desconhecidas.
Cá para mim, vem curada, que isto da saudade é um grande mistério.
Resta-me agradecer aos deuses, fadas, universo... a todos vocês que sei que estiveram desse lado ao meu lado.
Esta noite seguramente dormirei melhor.

Ah! E o Pepper está que não se aguenta de contente :)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os imortais


"Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira."

Há pessoas nas nossas vidas que nos parecem imortais, acima de qualquer contratempo e, que pode desabar o mundo, que inexplicavelmente estão sempre lá de uma forma ou outra.
A "torre " da minha vida cedeu pela primeira vez aos 84 anos. A minha mãe. Mulher de uma força única, resistente a todas as intempéries. Desde que o meu avô lhe fez um caixão quando tinha um mês, pensando que ela morreria com a sua gémea (a tia Emília) até recomeçar a vida do zero uma e outra vez, a última delas há 3 anos quando o meu pai partiu e eu a trouxe para terras de Espanha, longe de tudo o que lhe é querido e familiar para não a deixar sozinha.
 Não temos uma relação de mimo, abraço e beijo. Curioso porque sou uma melosa, mas é, sempre foi assim. Não me lembro que me tenha dito que me ama. Talvez porque teve 6 irmãos mais novos, não foi alvo de muitos carinhos, família humilde, muitas privações e provações. Não teve tempo para permitir-se ser frágil.
No entanto aprendi a "ouvir" essas palavras em pequenos e grandes gestos ao longo da vida,
Somos como a água e o vinho, nada a ver, com muitas diferenças e arrufos, mas uma sem a outra não encaixa nos planos. Daquelas coisas inexplicáveis, relação de amor/ódio, enfim. Já desisti de tentar perceber.
Foi um princípio de enfarte, que fez abalar as estruturas. mesmo aflita com dor, esperou 40 mnutos antes de me ir acordar, pôs o comprimido debaixo da língua mas não resultou.
Vê-la render-se aos cuidados da equipa do 112, sem reclamar, nem protestar, fez-me perceber que afinal ali dentro há tanta vulnerabilidade à espera de se poder revelar. A ceder.
Difícil de digerir.
Depois a preocupação de não perceber castelhano e não se fazer entender. Uma noite passada nas urgências a dormir num banco com a Vera, o Paulo no carro com o Pepper. Uma longa espera. Quando às 7H00 furei os corredores para a ir procurar e ver, estava lúcida, sem dores e preocupada comigo!

Chego á visita ponho a minha mão na dela, (como estás?) mas não recebo afago de volta.

Parece estar bem, come bem, já vai à casa de banho sozinha, tem a tensão controlada, mas esperamos exames aos rins (insuficiência por causa de ser hipertensa) e novo ecocardiograma.
E hoje, era vê-la a fazer planos para as férias, onde vai ficar, o que quer fazer.
Invejo esta mulher e em vez de me zangar tenho tanto que aprender...

E eu digo: Amo-te mãe. Estranhamente, mas amo.

Quero-te em casa o quanto antes. O Pepper está triste.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Abre as asas e, vai!




"Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida", disseste.
Olhei-te e vi-te perdido, incrédulo, derrotado. Procurei luz no fundo dos teus olhos. Senti o peito a arder, a respiração parar, as pernas dormentes.
Rapidamente tentei encontrar-me, não perder o control e sem saber como foi que consegui, fui forte. Sem lágrimas nem lamentos.
Foi dizer-te que desistir não fazia parte do teu carácter, que a luta era tua, minha, nossa e que o AMOR move montanhas.
Jamais estarias só.
Levantar-te a cabeça do chão quando te via perdido em pensamentos que não posso imaginar. Erguer-te para que enfrentasses a batalha com dignidade. Sufocar a dor e calar a angústia quando te via a acariciar a cabeça da Vera.
E os teus olhos perguntavam:
"Quem és tu? Quem é esta mulher?"
Não saberia responder, vivi longe de mim, só precisava saber que estava contigo, que não tinhas dores. Que me sentava ao teu lado a "ver" televisão de mão dada, a sentir o teu calor, a tua vida, todos os instantes e pormenores. Curioso, mas as pequenas coisas às quais não damos a menor importância a maioria das vezes.
..........................

E foi tudo tão rápido, quase surpreendente. Um telefonema às 15H00 para Barcelona e às 19H00 estava ao teu lado no hospital da Amadora. Para te ver, para que nos visses, nesse e em todos os dias que se seguiram.

Até à despedida. Ao até já, ao até sempre.

Ninguém podia saber que eu estava a morrer também.

Agora és livre

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ahhhhhhhhhh....pois é!! Tá bem...tá!!!


Não consigo estar ao pé de mim. As contrariedades azedam-me, fazem-me espernear.
No fim, chego à conclusão que até faz bem, que tinha de ser. Afinal isto de viver, não são só facilidades. De facto, nunca nada é fácil e, quando parece que vai ser, sou a primeira a desconfiar que a fruta tem bicho.
Nem me posso queixar muito, mas apetece-me.
É melhor não contrariar os malucos e eu vivo COMIGO.

Kanervos!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Lembra-te de mim

"

Entrei numa casa fria
De portadas entreabertas
Espretei a ver se te via
As ruas estavam desertas
Os amores já terminados
São ausência, fazem mal
Não me esqueço do recado
Nem de um gesto ocasional
Ao notares que estou mais velho
Passa por mim devagar
Quando / e se te olhares a um espelho
Também tu irás notar
Lembra-te de mim...
Os rostos p´ra quem os viu
Já não são como dantes
Percorro as margens de um rio
Há já séculos, há instantes
Vivo de vagas memórias
Onde te espero encontrar
São derrotas, são vitórias
Quero agora descansar..."

sábado, 2 de julho de 2011

Selo, um presente!



Foi a Loira, minha siamesa que me desafiou.
As regras são:


1. Linkar a pessoa que lhe presenteou com o selinho:
http://anaeavida.blogspot.com/
2. Indicar 6 amigas para repassar o selinho:

Up side down 

A minha estrela maior

Odete Alves

Isabel Vicente

Isabel Alexandra

Ana Sanches da Gama


3. Exibir o selinho no seu blog
O que está acima


4. Avisar as indicadas.
Antes de publicar

5. Responder as perguntinhas:

* O que marcou sua infância que te deixa saudade:

Da minha infância recordo ser feliz.
África! Moçambique, Nampula e Nacala foram a minha casa. Num mundo mágico, recordo mutas coisas.
As viagens nocturnas para fugir ao calor, os pirilampos, o barulhos dos grilos, as queimadas, os campos de sisal e cana de açucar, as tempestades majestosas,o nascer do sol, os macacos na beira da estrada (picada) as praias do Índico, as noites à beira mar  acampados sob uma lua e estrelas sem igual, amigos fiéis.
Os meus cães (Califa, Mascote, Nina Lira e Bitó) o cágado Serafim, os patinhos, o galo Tótó, o cajueiro da casa ao lado inde passei muitas tardes à sombra, a descoberta das joaninhas amarelas e dos camaleões, de comer cana de açucar, castanha de cajú assada nas brasas, aprender a  fugir do feijão macaco.
A casa cheia de amigos com violas, cantigas e sorrisos. Os batuques nocturnos que soavam ao longe. Os cheiros... da terra molhada, das especiarias dos vizinhos indianos, das flores, do mato...
O relógio de presente na terceira classe embrulhado no guardanapo e a bicicleta uns anos mais tarde. Mas sobretudo a cara de prazer do meu pai ao ver a minha alegria. O centro hípico, os jogos de futebol de salão (que eu era menina mas o meu pai levava-me).

Depois as Azenhas do Mar. A casinha em frente às arribas onde tudo era amor e partilha. Os ensinamentos da avó Tucha, apanhar ervas para os coelhos e aprender os nomes, o cheiro dos biscoitos que moldávamos juntas e que carinhosamente chamávamos " os cagalhotos da avó", o café feito na cafeteira ao lume, o pão com manteiga. 
As idas à praia, as brincadeiras com os primos todos rapazes, em que me especializei em construções de casas com tijolos, salto em comprimento e altura.
As idas à quinta onde trabalhava o meu padrinho na carroça do macho, apanhar fruta e caracóis.
O cheiro da roupa da cama da avó, a trança que fazia ao deitar e o beijo no sinal vermelho, com se fosse a benção. O cheiro da maresia que entrava por baixo da porta.
Os abraços da tia Lourdes e da minha madrinha Zézinha.
Ficou tudo lá longe mas tão cá dentro!

 O que mais te apaixona no teu filho?
A cumplicidade e a ternura. As mãos e os olhos lindos.

* Qual foi o momento mais difícil nos primeiros dias como mãe?
Antes de se tornar verdadeiro prazer, foi amamentar, ela mordía-me!

* E o momento mais feliz após o nascimento do baby?
Quando o meu pai a viu já em casa. Não pôde ir ver-nos à maternidadde. Foi um momento único.

* Qual era sua segunda opção de nome para o bebê? E se fosse menino (a)?
Não foi nada fácil e não havia alternativas. Se fosse rapaz, seria João.
* Pretende ser mãe novamente? Se sim, quando? Se não, por que?
Era o que mais faltava nesta altura do campeonato. Agora aponto para ser avó um dia...
E pronto! Fico à espera.
Saliento que nem todas têm blog, mas podem sempre fazer uma nota no FB. E se for contra as regras, azar!!!