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terça-feira, 7 de abril de 2015

Harley Davidson (em Mérida)



 
 
 
 
Costumamos parar para comer qualquer coisa e já que é de plástico, pois que seja num sítio agradável.
Ali em Mérida há um destes bares, com a respectiva loja e tal.
Ao entrar, começa logo mal, que em vez de rock do bom, levamos com "regetón"

( El término “reguetón” es la forma adaptada al español a partir de la raíz del vocablo “reggaetón”, este a su vez viene de la palabra “reggae” y el sufijo “tón”. Fue acuñado por el productor panameño Michael Ellis en Puerto Rico en 1988.[7] [8] Según el artista Gringo el Original el término significa “reggae grande”:)

Quase para vomitar antes de comer....

Depois vem a ementa.

- Hola.
- Buenas.
- Queremos una hamburguesa Extrem....otra chicken little...una ensalada mixta...
- Como?
- Una hamburguesa Extrem (com sotaque)....
- Ahhhhhh Extremeña!!! Habla en español que no tengo tiempo.
Sobrancelha no ar, sorriso 35 (aquele sem sorrir) e apontei com o dedo.
- Este, este e esta. Gracias.


Depois meti-me no carro e na Kiss FM estava a dar "Campos Dorados do Éstin" ou seja, Fields of Gold do Sting.

É quando caio em mim.... e opto pelo CD do Paul Simon.






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O que eu estimo é o que eu desejo






Criancinha fofinha de gorro com pompom, toda redondinha, cutchi cutchi...
Abre a boca e diz:

- Que perro más feo!!!

Coitado, não sabe que vai mijar na cama até aos 25 anos...no mínimo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Será por "isso" que não me habituo a" isto"?


 



"Nas ruas calcetadas de Granada, sob as majestosas torres do Alhambra, ecoam música e segredos. Sónia Cameron não sabe nada sobre o passado chocante da cidade; ela está lá para dançar. Mas num café sossegado, uma conversa casual e uma colecção intrigante de fotografias antigas despertam a sua atenção para a história extraordinária da devastadora Guerra Civil Espanhola.
Setenta anos antes, o café era a casa da unida família Ramirez. Em 1936, um golpe militar liderado por Franco destrói a frágil paz do país, e no coração de Granada a família testemunha as maiores atrocidades do conflito. Divididos pela política e pela tragédia, todos têm de tomar uma posição, travando uma batalha pessoal enquanto a Espanha se autodestrói."


Resisti 2 anos a este livro tendo começado 4 vezes a lê-lo sem sucesso. Nem sabia bem porquê.
Finalmente rendi-me à insistência e fiquei siderada. Confesso que de Espanha sei muito pouco, sei da história do nosso curriculum escolar e nunca nutri muita simpatia pelo assunto. Por aqui, ninguém fala dessa história recente, embora muitas das pessoas que conheço tenham tido um familiar que combateu nesta guerra horrenda.
Devo dizer que desde dor de estômago a vómitos e lágrimas, aconteceu-me de tudo Devo dizer que não teria visitado sítios como o Vale dos Caídos ( onde me senti mal e chorei muito) se tivesse lido  este livro antes.
Tenho vontade de ler e saber mais. Mas ao mesmo tempo sinto repulsa. Essa má energia ficou gravada no solo.
Foi o holocausto espanhol. Abominável!





domingo, 29 de dezembro de 2013

A corvina tem tesouros

 
 
 



Fui às compras daquelas para durar no tempo, que o Natal aqui ainda vai a meio, eu e "eles" não nos damos lá muito bem e já me chega de encontrões, mau humor, bichas (filas) e tudo e tal.
Numa grande superfície onde não costumo ir, mas hoje deu-me com força, conheci a Sara. Gira, interessante, atrás de uma farda da peixaria, com um gorro de pai Natal e a esbanjar sorrisos que até dava gosto. Quando chegou a minha vez, eu tinha a boca cheia com uma gamba que me tinha dado a provar o companheiro do lado, de maneira que não conseguia falar e o riso deu pano para mangas para princípio de conversa. Fiz o meu pedido. Uma corvina. Começou a amanhar o bicho e diz-me que existe um ossinho lá dentro que dá sorte e que com um bocadinho da mesma até se encontram dois. Que parecem madrepérola, que mos embrulha e oferece para que eu faça os meus pedidos de Ano Novo. Lenda de pescadores diz ela. De repente dou por mim ansiosa por saber o que vai sair dali, que raio de ossinhos são esses de que nunca ouvi falar e a desejar que sejam dois, porque aproveito um para dar à V. Com desejos não se brinca e nunca são de mais.
E a Sara anuncia que são dois! Vem-me mostrar, como se de um tesouro se tratasse, embrulha-os num papelinho e diz-me que o último a que pediu um desejo tinha um propósito e que se cumpriu. Assim a encolher os ombros, como quem diz que não custa nada tentar, que pode ser sorte, fé ou outra coisa qualquer.
Lá vim eu com os dois tesourinhos toda contente. Adoro uma boa lenda




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Zumba catrapumba.

 
 



O galinhedo junta-se à porta e vai pedindo senha para a aula. Uma histeria de gajas acima dos quarenta, com vontade de se sentirem sexy e tal. Sim, que a pitaria ainda sai à noite e dança tudo o que quer e lhe apetece. Ali, com a desculpa de perder peso e transpirar muito, é vê-las a atropelar-se e a desgrenharem-se para ficarem com lugar em frente ao espelho, mesmo que não sigam a coreografia, abanam todas as partes de que já se esqueceram e soltam uns grunhidos muitooooooooo estranhos.
A bendita zumba. Fui a duas aulas e não me parece que volte.
Perdi a pachorra para tanta parvoíce, e gente postiça.
PDI talvez, mas mesmo só talvez, que aguento muito bem a pedalada. Mas se aos 20 já não papava grupos, imaginem aos 50.
Naaaaaaaa!!!!


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Saldos, o horror

 
 
 


Não sou pessoa de ajuntamentos nem que a vaca tussa. Encontrar-me em manifestações, jogos de futebol, e coisas que tais, não será fácil. Para ir a um concerto, tomo uns ansiolíticos e peço protecção divina de todos os credos, não vá a coisa degenerar para a desgraça. Enfim, fobias e cada um mija com a sua.
Os saldos não são excepção, a não ser que haja ali um amor platónico e prolongado, uma paixão incontrolável e violenta. Mesmo assim, não vou no primeiro dia, correndo o risco de habitualmente de não haver a cor o número, etc. As cotoveladas, os gritos, os maus cheiros de todas as saliências...falta-me o ar, a paciência, a disposição e às tantas, salta-me a veia de camionista e está tudo estragado. Já só quero uma porta e depressa.
Fui ao centro comercial (minúsculo, nem sei porque raio tem esse nome) trocar a pilha da minha chave do carro. Coisa simples e rápida. Havia pouca gente (fixe) e entrei numa loja para comprar umas coisas básicas, tipo meias, camisolas de algodão e assim. Fui pagar.

- Las medias no se "descambian"
- Ok, vale.

Sim filha, eu não venho "destrocar" as meias, que ainda sei que número gasto.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Como perder a vontade de ir ao cinema.




Uma: Ayer fui al pre estreno de la peli Blanca nieves y el Cazador. Guau, que peliculón y la Chaslis ni te digo! Guapísima la tía. Pero no es americana. Es Australiana!
Eu: Es sud…
Uma: Americana.
Eu:  Noooo, es sudafricana, de la tierra de Nelson Mandela
Outro: Claro!! El del Sueño! I Have a Dream!
Eu: No…ese era Martin Luther King.

Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que dizem...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O que é que ele disse?







Longe vai o tempo do canal 18 (que não tinha) e do "si cariño" (que não vi) mas que todos comentavam e ficou para sempre no nosso imaginário.

Quando imagino apaixonar-me (ou outra coisa qualquer) por alguém que não fale a mesma língua que eu, entro assim numa espécie de filme de terror, imaginado produzido e dirigido por mim. Perigosíssimo.
Será que chamam pela mãe? Ou são católicos e chamam por Deus? E vou entender alguma coisinha? E que digo se me apetecer?
Por muito universal que seja o amor, a sério, não consigo imaginar um final feliz para uma história destas vivida na primeira pessoa. Morria a rir, porque tem de ser no mínimo constrangedor. Que me desculpem  todos os que viveram a experiência.

E tudo porque esta manhã um gajo passou por mim (muito por mim) e me sussurrou:

"Hermosa !!"

Percebi, mas fiquei sem pinga de sangue.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sua Majestade



Sua Majestade o rei de Espanha Juan Carlos I, partiu a bacia, enquanto caçava elefantes no Botswana.
Parece que não informou que se ía ausentar do país, nem para onde.
A preocupação do governo é apenas e só, pelo estado da Nação, pelo dinheiro que se gasta em tempo de crise.
Eu vomitaria um monte de outras verdades e preocupações. Esta criatura gosta de matar, não é novidade.
Que pena tão grande!!!

sexta-feira, 16 de março de 2012

As nenucas


E a criatura, enquanto enchia frasquinhos com o meu sangue, fazia bolas com a pastilha elástica e dava estalinhos.
Ou bolhinhas c'a boca que vai dar ao mesmo.
Kanojo. E sobretudo falta de decoro e de respeito.
Chiça!

domingo, 4 de março de 2012

A gaja



Tendo em conta que foi a primeira reunião Ibérica, que nunca houve antes qualquer tipo de partilha, intimidade ou outra coisa e porque a gaja trabalha na empresa há 7 meses, em que espécie é que se transforma quando vai para a night com o grupo de colegas de trabalho, (até aqui tudo bem) onde os chefes supremos estão presentes (continua tudo bem) e, quando chega a hora de alguns se começarem a ir embora (sim que no dia seguinte a reunião começa às 9.00) se vira para um deles (chefe) e diz:

"Tu!! Vente con los españoles al lado oscuro!"

A partir daqui, tudo mal.
Cá por mim, que tenho uma mente muito aberta, é igual ao litro. Não sou uma falsa moralista. Uma trancada, meus amigos, sempre e quando apetece e a vontade é recíproca, parece-me bem, mas com classe.
Ainda por cima o quarto dela era o meu! Estão a ver?
Não, não aconteceu nada de especial, só me acordou ás 4.30 da manhã.
E não, não gostei dos risos histéricos do dia seguinte. Não gostei de perceber o que vai naquelas cabeças (dos chefes)
Sinto vergonha alheia, que querem que eu faça?

Fui para a caminha depois de jantar. Hoje quase aos cinquenta anos tal como aos 20. Há quem me leia que sabe que sempre fui assim.

Mas isto sou só eu, com a mania. É que este "tu cá tu lá, filho da puta..." faz-me cócegas no céu da boca..

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Era só o que me faltava





Que me pusessem a fazer pré selecção de CVs.
Estou que nem posso, entre dor de estômago e vontade de fugir.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pérola do dia



- Jo...murió Whitney... a lo que parece habia dejado las drogas, solo se tomó antidepresivos!!



(Só uns, poucochinhos, nada de extraordinário)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Perdone...




- Señora, perdone, se le cayó la pitillera !

- (WTF????????? Ahhhhhhhhh. a bolsa dos cigarros!!!)

Gracias!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ainda sobre o concerto dos Coldplay

Não gosto de visitar coliseus (sinto-me muito mal), nunca fui a uma tourada na vida, nem penso ir.
Praça de Touros???? Ok, são os Coldplay, não vou pensar nisso.
Se ir ao cinema é mau por estes lados (sim o Brad Pitt fala castelhano que é uma maravilha, ainda que com outra voz (!), um concerto é lindo (not). E eu sou tramada, porque não me passa nada despercebido, que posso fazer?
Só vos digo, ainda bem que os rapazes têm muitas músicas com lá, lá, lá...ohhhh,ohhhhhhhh, uhhhhh, uhhhhhh....
É que é a única letra que as criaturas sabem cantar.
Ah, à entrada deram-nos um lenço branco que não percebemos para que era.
Afinal foi-nos pedido pelo Chris Martin que o mantivéssemos na mão. O efeito foi realmente fantástico.
Parecía o adeus à virgem...mas em bom.

Imparável !!!


sábado, 3 de setembro de 2011

As Lolas e os Manolos

Bem, já deviam estar a estranhar eu ainda não ter falado dos nuestros hermanos. E falar menos bem, claro.
Se por um lado não me apetece acumular mau karma, por outro vivo aqui e quando saio à rua esbarro-me com eles inevitávelmente. Corro ainda o risco de perder os meus onze preciosos seguidores.
Que se lixe, não aguento mais. Quem me quer já não me deixa e se deixar não tem vergonha nenhuma.

Pensava eu aqui há uns anitos que essa mania que geralmente temos em relação aos espanhóis se prendia com razões históricas, claro está, mas que já não fazia sentido nenhum nos dias que correm. Afinal somos todos europeus, aqui mesmo ao lado algo em comum devemos ter, não pode ser tanto assim... eu cheia de boa vontade e espírito aberto.
Nada disso, são tudo aquilo que aprendemos na escola e mais um bocadinho. Prepotentes, egocentricos, mal educados e por aí fora. E os espanhóis não existem. Existem os bascos, os andaluzes, os catalães, os galegos. A ideia da Espanha da senhora de vestido às bolinhas a bater o pé e da tourada...esqueçam. Se tenho amigos? Claro! Galegos, catalães e bascos.

Sei que sou do país do fado, da saudade, que poucos sabem onde fica (ali numa península...Espanha? grrrrrr) que temos muitos Manéis e Marias elas de barba e eles com a camisa à não respira aberta até ao umbigo de cabelo seboso e unhaca do dedo mindinho para limpar o ouvido e afins, a bela da sandália com a meia à pé de gesso, etc....
Qual não é o meu espanto quando saio à rua e me deparo com os Manolos e as Lolas, assim parecidos mas em muitooooo mau. É que é possível, espantem!!

Gosto de ir à igreja quando supostamente não está lá ninguém e depois do almoço apanhei o autocarro e fui ao centro deixar umas flores à Nossa senhora de Fátima ( pronto, portuguesices), numa igreja
bem bonita por sinal.
Então não é que ía haver casório? Caraças, a santa ainda por cima não tem altar, tem um nicho altíssimo e o padre olhava para mim, que me apresentei de calças de ganga, t-shirt, cabelo num rabo de cavalo, estão a ver? É fim de semana, pá, e não sou convidada.
- E agora? Como deixo as flores?
Esperei um bocado, (ouvia o burburinho dos convidados a chegar, kanervos) mas  tive a minha oportunidade! Quando o padre se virou para ligar o som, marcha nupcial e tal, atirei com o ramo que fico lá felizmente, a santa não caíu e eu saí de fininho.
A figura triste do dia cumprida e a promessa também.
À saída cruzei-me com eles e elas, eles de fato cinzento escuro e sapatinho de matar barata, beije (????) elas atafulhadas de jóias, penachos, maquilhagem a mais e aquele perfume barato que faz dor de cabeça e vómitos.


Respirei fundo, está uma tarde que ameaça chuva, agradável, fui à praça Cervantes ver os roseirais e reclamar na Vodafone que a carga da minha bateria só dura um dia, enfim, coisas que não há tempo para fazer durante a semana. Bebi um café e quando já me venho embora, mais calminha e relaxada deparo-me com isto:



A bela da mini meia de lycra com a etiqueta para fora!!!

Para castigo por ser tão cabra, perdi o autocarro....  aumfgsddefgauxbehnxd!!!!!!!!!!!!!