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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ainda há príncipes encantados ( e eu sou lamechas)

Sem promessas impossíveis nem juras ridículas aos pés da cruz, para mim será até que a morte nos separe.


Os meus olhos da cara e da alma estavam cegos. Nem me lembro como acordava todos os dias e porquê. Nada fazia sentido. Nada valia a pena. Entre ataques de pânico, fobias várias, etc, segurava-me a minha filha por um fio quase invisível. Esperança no futuro e nos Homens era impossível ou não fosse tudo uma grande mentira. Descrente da vida e do amor acreditava piamente (isso sim) que tudo o que amasse e tocasse desapareceria para sempre.
Mas, eis senão quando, apareceu um príncipe.
Encantado? Hum....Meio sapo, devo dizer. Não era alto espadaúdo, com olhos verdes e tal. Mas era um príncipe! Com valores, princípios, seriedade, tranquilidade. Um a sério. E viu-me lá no limbo em que me encontrava. Lá muito ao fundo.

Nesta caminhada de 14 anos lado a lado, resgatou-me e à "coelha" sendo pai, amigo, companheiro de todas as horas, a nossa âncora.
A gratidão foi-se misturando com ternura, cumplicidade e nasceu um amor tranquilo conquistado e alimentado dia após dia. Ambos com forte personalidade, mas corações muito grandes. Não é tudo mágico, estou longe de ser perfeita e livre de "pecado" mas sou fiel ao que sinto e tenho e isso basta-me.

Enquanto escrevo estas linhas passa na rádio "Tudo o que eu te dou" a nossa música.
Ele há coisas....

Não faço ideia se ele acompanha o meu blog, mas sim, é uma declaração de amor.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Votos para 2012 (Ele sabia das coisas)


"Não te acostumes ao que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário.
Alaga o teu coração de esperanças, mas não deixes que ele se afogue nelas.
Se achares que precisas voltar, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
...Se estiver tudo certo, continua.
Se sentires saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o achares, segura-o!"

Fernando Pessoa

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Foi Natal

Tradição cumprida esta de voltar à terra como bom emigrante, daqueles que podem dar-se a esse luxo, pela proximidade da terra alheia.
Esquecendo a ansiedade, as pressas, blá, blá, blá... foi simplesmente delicioso!
As partilhas, os abraços, o calor de quem se ama, rever amigos 10 anos depois e sentir que foi ontem que os vimos pela última vez.
Não quero esquecer nada, cada sorriso, cada expressão, os cheiros, as parvoíces...tudo.
Estou mesmo a pensar num Natal em Março, quem sabe?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Outros Natais ( Re-post)

Ando a evitar falar de Natal. Com toda a hipocrisia que se exerce nesta altura, apetece-me cada vez menos.
Deixo-vos o que escrevei o ano passado, já que se mantém o que penso e sinto.



Depois dos natais em Moçambique, que se passavam com a famíla do coração, aquela que escolhemos, os natais da adolescência ficarão para sempre na memória e são os que me fazem sentir que amar vale a pena.

Sinto a magia nas ruas, preparo a casa a condizer com a época e fico cheia de vazio. Longe vai o tempo em que era a festa da família, dos reencontros, dos afectos e até das discussões causadas pelos mais "ranhosos"( sim, que em todas as famílias há um ou dois).
Os meus pais começavam muito cedo a juntar os tostões para a célebre viagem, (andámos sempre longe) para o meu presente ( umas calças de ganga compradas na 1ª de Dezembro em Lisboa ) e para ajudar nos acepipes da consoada.
Àquela casa à beira mar, onde a maresia se pegava às janelas, íamos chegando. E cabiamos muitos. Irmãos, cunhados, sobrinhos, netos. Dormíamos onde fosse preciso, onde coubesse mais um colchão improvisado à última hora. Era divertido, acolhedor e ninguém se queixava.
Metíamo-nos no carro e fazíamos muitas horas pela Nacional 1. Parávamos para o farnel (pataniscas de bacalhau e café) e afins. Aprendia como se chamavam as árvores, que plantas tinham flores amarelas, os nomes dos pássaros. Lembro-me do presépio de Alenquer ali mesmo a beijar a estrada e, que o meu pai, não deixava que eu perdesse porque me acordava caso eu tivesse adormecido.
A casa e respectivos anfitriões, era sobretudo farta em sorrisos, abraços e mimos. Eram os melhores presentes.
Começava a azáfama, as roupas saídas dos armários a cheirar a alfazema. Os fritos...hummmm o forno aceso...Tudo guardadinho na memória olfactiva.
Desde a partida da avó Tucha (Gertrudes) foi o princípio do fim desses natais.Ter crescido, também. E depois a passo curto foram partindo outros. Fomos tentando manter algum desse espírito e alguma dessa magia que acabou de vez quando os donos daquela casa também  se foram. Por muito que nos vejamos (os que sobram) e muito pouco pela parte que me toca por estar longe, nada será como foi um dia.
Cada vez mais me apetece ir para a cama às 22h00. Esquecer-me que naquele dia e há muito tempo fui feliz. Mandar tudo à fava.
Faltam-me o Fernando, a tia Lourdes, o Jorge, a avó Tucha, o padrinho Pedro, a madrinha Zézinha (estes dois os donos da casa) o meu pai...
Ouvi dizer que celebram o Natal juntos e que esperam por nós com a mesa posta. Quando esse Natal chegar só vou querer beijos, abraços e mimos.
Por enquanto continuo a viajar rumo a Portugal.
Dissolvo as minhas lágrimas naquele mar de saudade, no sítio daquela casa onde agora moram as memórias.

Entretanto, tudo mudou e para pior. Já falta mais um, o tio Raúl. Além disso , há pessoas muitos más à minha volta. Pessoas prepotentes, falsas, que se alegram com as tristezas dos outros,  que passam impunes nesta vida e que infelizmente não posso evitar.
Datas que saltaria com todo o prazer.

Feliz Natal para todos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fumeiro!!


Ando sem inspiração, nem paciência. Não por falta de assunto, mas já há tantos "experts" a opinar com propriedade (ou nem por isso), que diga eu o que disser não acrescenta nada de bom, mau ou assim-assim ao mundo.


Portanto...cá estou  a encher chouriços!