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domingo, 1 de maio de 2016

Dia da mãe 2016





Sim, sou tua mãe. Nunca me escondi de ti tal como sou, em todas as circunstâncias. Conheces tudo de mim, o melhor e o pior. Lês-me como ninguém e somos feitas destas partilhas alegres e tristes.
Os meus olhos vêem tudo em ti. Amamo-nos desde sempre, desde o princípio dos tempos. de todas as vidas..
Um dia, a flor murcha que serei, guarda-a num qualquer livro. Estarei sempre lá.
Porque te amo infinitamente desde a terra até ao céu.
Minha sempre Coelha.










domingo, 12 de maio de 2013

A mãe

 
 



O Homem no seu pior estraga tudo. Com as lutas de poder, os egoísmos, falta de valores e de carácter. Falta de lealdade para com os outros e sobretudo para consigo.
Contaram-nos a história dos pastorinhos. Fazem negócio com a fé. Escondem-se atrás de estatutos da treta.
Merdices à parte, hoje apetecia-me estar em Fátima.
Podia ser no Alandroal ou em Marvão. Numa praia, numa montanha, num deserto. Não que eu precise de grandes aglomerados de pessoas para me sentir parte de um todo e consciente disso mesmo. Mas hoje apetecia-me ter ido a pé numa peregrinação ao fundo de mim.
Tenho fé na mãe. Nem me preocupa nada se era virgem, se havia pastorinhos com quem conversar  e afins. Era mulher, é a Rainha é a Deusa.
Apetecia-me mesmo. Sorrir para desconhecidos, amparar quem precisa de ajuda, partilhar a chama de uma vela. Sentir que nunca estamos sós, que somos iguais que todos temos um propósito na vida e um percurso mais ou menos doloroso. E um mundo melhor começa em cada um de nós.
Fico-me pelo sofá, nessa viagem interior na tentativa de me tornar numa pessoa melhor. Empenhada em ser condescendente, assertiva, carinhosa, tranquila, alegre e justa.

E agradecer....chorar....






sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Como um carimbo na alma



Tenho colegas com filhos pequenos. Uma delas tem uma menina com paralisia cerebral, que nasceu bem ainda que prematura e que, por negligência, sofreu um enfarte cerebral. Tiram-lhe a respiração artificial antes de tempo. Nunca vi ninguém com tantos tomates para encarar um problema assim. A miúda tem muitas limitações, não fala, não anda, enfim, mas esta mãe  faz tudo com ela: desde andar em carrosséis, esquiar, o que possam imaginar. Pelo menos por enquanto, que tem 7 anos. Embora tenha outro menino mais novo, não faz distinções entre os dois, se um vai e pode, a outra tem o mesmo direito. E tem a plena consciência de que não será sempre assim, que o menino seguirá a vida dele, independente da irmã.
É portanto uma situação especial, que entendo e com a qual me enterneço.

Por outro lado, deprime-me que os temas de conversa de mulheres recém parideiras, sejam exclusivamente acerca das respectivas criancinhas, como se tivessem perdido a identidade, a sério...kanervos. E este pessoal ainda por cima, tem filhos em barda.

Há uns dias que ando a pensar numa mulher que esteve comigo na mesma enfermaria com 9 camas, quando a minha filha nasceu, na MAC. Há quase 19 anos. Marcou-me para sempre. Chegámos mais ou menos à mesma hora às urgências. Era Maio. Ela de raça negra (19 anos, soube depois) levava vestida uma camisa de dormir e um casaco comprido preto por cima. Chegou sózinha, pelo próprio pé.
Depois, ficámos juntas,(acho que não foi coincidência) ela também com uma menina, linda de morrer.

No meio das dores, da confusão de sentimentos e do deslumbramento pela minha "coelha", apercebí-me que a única visita que vinha para ela era uma assistente social. Que a camisa de dormir era a mesma. Não tinha cuecas.
Quando chegou a minha mala, peguei numas quantas coisas para ela e para a menina, (que me sobravam, exageros de marinheiro de primeira viagem) e fui ter com ela à cama. Confesso que ía aflita, não queria que ela me interpretasse mal, não era pena, apenas solidariedade.

Fiquei pior ainda, quando ela negou tudo com uma convicção espantosa. Com um orgulho cheio de dignidade.
Perguntei se podia ver a menina, dei-lhe um beijinho na testa e voltei ao meu canto desfeita em lágrimas.

Saíu do hospital com a mesma camisa de dormir e o mesmo casaco preto.
Mas com a riqueza nos braços e na alma.