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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Dar cor ao Natal

 
 


Já não se pensa em mais nada senão no Natal, enquanto eu começo a minha luta para fazer o contrário; não pensar.
Faço-vos um apelo. Estampem um sorriso num rosto de uma criança, para quem a magia ainda tem lugar. Para eles que ainda se permitem sonhar.
Procurem uma instituição, qualquer forma de encher uma alma.
Este ano chamaram-me a atenção para um projecto e deixo-vos a sugestão:

Os Anjinhos de Natal são uma iniciativa do
The Salvation Army // Exército de Salvação PORTUGAL.
Descrição
Os anjinhos são crianças desfavorecidas, às quais o Exército de Salvação, com a nossa participação e de colaboradores de muitas outras empresas ajudam a ter um Natal mais alegre. As crianças mais carenciadas são seleccionadas pelo Exército de Salvação, que faz a pesquisa no terreno junto das famílias mais necessitadas.
Depois de seleccionados os nomes e idades das crianças são colocados num cartão...
com o pedido da prenda.

O anjinho é o cartão onde vem mencionado o nome, a idade e o presente da criança em causa; um brinquedo e um fato de treino para a idade. Todos os anjinhos correspondem a uma criança específica, por esse motivo em todos os presentes deve ser colocado o número correspondente à criança, este número vem mencionado no cartão-anjinho.

Quem quiser contribuir pode solicitar o número de anjinhos que pretende através do mail: anjinhos.de.natal@gmail.com. Será enviada toda a informação do anjinho o mais rápido possível.

Estes pedidos devem ser feitos no máximo até dia 15 de Novembro e a data de recepção dos presentes deverá ser até dia 30 de Novembro. Os presentes deverão, preferencialmente, ser entregues em caixas identificadas por fora com o nº do anjinho bem visível e enviadas por correio ou entregues directamente nos Centros do Exército de Salvação.

Lisboa: (Centro Comunitário Central)-Rua Escola do Exército nº 11-B, 1150-143 Lisboa

Porto: (Centro Comunitário do Porto)-Avenida Vasco da Gama, 645 Lj 1-2 Ramalde 4100-491-Porto
 
Valerá certamente a pena.
 
 

 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

To let go





Desde menina que sempre que estou doente e se tenho febre fico mais atenta a tudo e muito introspectiva. Lembro-me que o meu pai me inundava a cama com livros para me distrair e entre leituras, sonhos e alucinações, passava muito tempo de olhos colados ao tecto. Ao longe a rotineira máquina de costura, marcava as horas que nunca mais passavam.
Não percebia o que estava a fazer, mas chegava muitas vezes a conclusões que me inquietavam ou me tranquilizavam. De certa forma sentia mudanças dentro de mim e sentia-me mais forte.

Não mudei muito a não ser a parte do pai que já não tenho, a máquina de costura que já não ouço. Continuo com os livros e alguma TV (para a qual não tenho pachorra) e com a mesma forma de me evadir e pensar na vida. Talvez seja a fragilidade que sinto, os tempos conturbados, as coisas que se acumulam dentro de mim e que nada mais são que lixo. Muito lixo. Quando nos ajudam a ver é melhor ainda, é uma validação uma confirmação daquilo que já sabemos, mas que duvidamos, porque nos falta força, vontade ou outra coisa qualquer. Embora racionalize e quase sempre saiba o que me preocupa e porquê, tapo o sol com a peneira e fica assim atamancado a crescer a ocupar espaço e a ser nocivo.
Obrigada ao meu benfeitor. Que o nosso amigo vento leve para bem longe esta angústia.

Sinto-me só e vazia, como sempre por culpa minha, mas os fins dão lugar a recomeços.






domingo, 20 de outubro de 2013

A minha alma tem pressa


 
 


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou dis...plicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial! 
 
Mario de Andrade (1893 - 1945)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Não sei quem sou

 
 



"Não sei quem sou
Quando o coração grita e não o ouço
Quando me sinto triste sem motivo
Incompleto de não sei quê.
Espero os dias que gasto sem viver
após as noites que são eternas, sem sono com sonhos.
Não sei quem sou..."

Autor desconhecido.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Vou por aí





Há algum tempo que não escrevo o que me vai na alma, o que me inquieta e angustia. Nem posso, por respeito a mim mesma, que isto de dizer tudo como os malucos é complicado.
De uma ponta à outra são tantas as "coisinhas" que talvez seja por isso mesmo. Não cabe num qualquer texto, não tem lugar numa qualquer conversa.
Encurralada talvez seja a palavra do momento. Impotente também. Mas ainda tenho saúde, o bem mais precioso. Não tenho capacidade de resposta para uma série de coisas, mas acredito em melhores dias, em projectos a desenvolver. Apesar de tudo vou aproveitar os "presentes" que a vida me proporciona, sem culpas.
Viagens são o que se segue. Tesa mas viajada. E quero lá saber se até me criticam por ir por aí. São coisas que a vida proporciona que eu agradeço e me fazem feliz por fugazes momentos que é o que importa. Já estou como a gaja da mala, se não for roubar para a ter, até pode ter trezentas e cinquenta e quatro, que não tenho nada a haver com isso.
Isto também me leva a ter outros pensamentos, mas isso agora não interessa nada. Lá está, não caberia aqui, não os entenderia o comum dos mortais.
Não, não é Brasil nem Maldivas, Punta Cana ou mesmo Dubai, até porque eu queria mesmo era ir à Escócia e Irlanda, mas ainda não é desta.
Sendo assim, vem aí Florença (presente do marido pelos meus 50 anos), Londres (aproveitando uma reunião de negócios) e o meu amado Portugal que não tem nada de novo e por isso mesmo não me desilude, só mesmo o estado da Nação me entristece.
O céu é o mais azul do mundo, os amigos os melhores que se pode ter e depois aquelas coisas básicas, como o café, o pão...o cheiro, o mar.
A minha casa.