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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Fazes-me falta!

Cada Lugar Teu

"Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar"

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Amor a mim


Há muitos anos, a minha saúde mental e integridade física estiveram em risco.Travei uma luta desigual, com a total falta de respeito, compreensão, solidariedade e compaixão. Fiz e dei tudo o que tinha até esvaziar todas as reservas. Chamaram-me doida, culparam-me para justificar atitudes menos dignas, "enterraram-me" viva. Assumi as minha as culpas (nunca estamos isentos) e decidi que simplesmente não quero à minha volta e a fazer parte da minha vida, pessoas que me fazem mal e tentam manipular-me
Os anos passaram, foram-se curando as feridas, devagar, a um ritmo próprio e assim fiz as pazes com o passado e encerrei um capítulo.
É só a minha forma de pensar e estar, vale apenas isso, mas é a minha vida e, as minhas decisões, agora contam. Todas. Para bem e para mal. E tenho esse direito, já que nessa ausência não interfiro de forma alguma, em coisa alguma.
Não vou ceder a lamentos e lamúrias, quando ninguém ouviu os meus. Isto até soa a "a vingança serve-se fria", mas não é. A vida, na sua soberana sabedoria, simplesmente toma o seu rumo.
Ah e não me venham com moralismos bacocos.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pássaros nocturnos

Acordei às 4.00 h da madrugada e quando acordo a esta hora, invariavelmente os pensamentos são tão escuros como a noite. Nada calmos, nada acolhedores.
Um turbilhão de medos infantis, difíceis de combater.
Resolvi levantar-me. O Pepper não se mexeu. Continuou enroscado no dono. Desci as escadas, fui à cozinha, bebi água e fui  sentar-me no sofá. Liguei a TV e passava "O Padrinho" com o Al Pacino. Nada que pudesse ajudar. Acendi um cigarro e fiquei meia alienada, à espera do sono.
Estava eu absorta, num pesadelo acordado, quando comecei a ouvir o canto de um pássaro.
Vesti um casaco, abri a porta para o pátio e saí pé ante pé.
Havia nuvens espessas mas luminosas a anunciar uma lua teimosa lá atrás. Fiquei especada no silêncio, a deixar-me envolver pelo canto do pássaro. Desconheço a espécie, mas sentí-me cumplice daquele cantar. Quem sabe...uma alma inquieta como a minha.
Comecei a tranquilizar-me, a voltar a  mim. Não tenho noção de quanto tempo estive ali fora.
Agradeci a companhia do companheiro alado e quando me dirigi à porta, tinha o gato à minha espera com ar inquisidor.
-Sou eu, gatinho!!
Cheirou-me e voltámos para a cama.

domingo, 2 de janeiro de 2011

As promessas de sempre



Não sou de fazer promessas, porque aprendi que o que se promete é para cumprir e, que a vida, está cheia de imprevistos que podem deitar por terra as boas intenções das quais está o inferno cheio. Não sou descrente, claro, mas prefiro estabelecer prioridades a curto prazo e alcançáveis.
Costumo fazer uma retrospectiva, perceber o que correu bem e menos bem, interiorizar e tentar não repetir erros antigos e fazer melhor para a próxima.Certifico-me de que estou em paz com a minha consciencia. que perdoei e fui perdoada, nas grandes e pequenas coisas.
Claro que desejo saúde, harmonia, força e coragem para ultrapassar as curvas sinuosas da vida e esperança. Mas tudo isto são desejos diários, para mim e para os que amo.
Olhando para trás, foi um ano positivo: comecei a trabalhar, houve saúde, fiz amigos e correu tudo normalmente, sem sobressaltos.
Gostaria de ver mais solidariedade e compaixão pelo próximo, pela natureza...Resta-me acreditar nos homens e mulheres de boa vontade, para que todas as diferenças, sobretudo as abismais, se possam ir dissipando.
Fico triste quando vejo pessoas próximas a passar dificulades, desgostos e sentir-me impotente ao não poder ajudar mais, enfim. Sabem que estou sempre aqui, pronta para ouvir, abraçar  dar colo. Cada um tem o seu percurso e crescemos todos juntos ao partillhar experiências.

Sobretudo, quero muito que sejamos felizes.