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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Serrat





"Dondequiera que estés,
te gustará saber
que por flaca que fuese la vereda
no malvendí tu pañuelo de seda
por un trozo de pan
y que jamás,
por más cansado que 
estuviese, abandoné
tu recuerdo a la orilla del camino
y por fría que fuera mi noche triste,
no eché al fuego ni uno solo
de los besos que me diste.

Por ti,
por ti brilló mi sol un día
y cuando pienso en ti brilla de nuevo
sin que lo empañe la melancolía
de los fugaces amores eternos.

Dondequiera que estés
te gustará saber 
que te pude olvidar y no he querido,
y por fría que sea mi noche triste
no echo al fuego ni uno solo
de los besos que me diste.

Dondequiera que estés....
si te acuerdas de mi."

Joan Manuel Serrat

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mudança de ciclo


Sim, sou daquelas pessoas a quem as mudanças de estação interferem com o humor, a força anímica, etc.
Como se não bastasse, junta-se uma mudança (odeio mudanças) de instalações no trabalho (para melhor, diga-se) e uma virose com dores de cabeça fortes, intestinos avariados, dores de corpo, estado febril. Muita água, paracetamol, descanso. Mas claro, não posso parar, tenho a mãe para cuidar e amanhã lá estaremos no hospital para os resultados dos exames.
E assim, sem paciência para nada, começo o meu Outono.
Desejo que o vosso tenha começado melhor.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cemitério de girassóis. Como os admiro!


Já não procuram o sol. Conformados com o destino, olham agora para o chão, para a terra mãe e sábia, o fim inevitável. Ou será o princípio?
Tenho tanto que aprender com eles...

Cemitério de girassóis

domingo, 25 de setembro de 2011

10 anos depois


Claro que tinha de ficar doente. Fortíssimas dores de cabeça e um mau estar geral, embora sem febre.
Mas não me rendi (ainda) e lá fui  (com os analgésicos e antipiréticos na mala) fazer um fim de semana numa estância entre vinhas oferecido ao Paulo em Maio aquando do seu aniversário e usado agora em modo de celebração de uma data importante nas nossas vidas. Escolhemos um sítio não muito longe de casa, que isto de ter uma mãe velhota e filhos adolescentes é complicado. Just in case.
Fomos até Castilla la Mancha, ao Complexo Enoturístico "Finca la Estacada". Com Spa, piscina ao ar livre, vinhas a perder de vista, visita à adega, prova de vinhos e comida excelente.
Resolvemos sair e dar um passeio pela região que regra geral é desértica, inóspita e neste princípio de Outono revelou-se  com uma  paisagem ainda mais triste. Como sempre, encontro beleza em tudo e tento sempre ir mais além do que os olhos vêem. Uma das paragens foi o castelo de Belmonte, que aparece altaneiro saído do nada como se tivesse sido plantado. Os campos de girassóis, já secos, a vindima feita, aldeolas quentes, pobres e sós.
Aqui vos deixo algumas fotos.









quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Falta de chá, de educação ou de lenços?



Ele, o seboso, está constipado, a assoar-se com as mãos (acredito que vai acabar o dia com o cabelo verde) e insiste em "prantar-se" em cima da minha mesa, a tossir para cima de mim, a mexer nas minhas canetas, agrafador e tal.
Ainda por cima, em cada 10 palavras aproveita-se meia, de tanta incompetência junta. Como se falar muito lhe conferisse algum tipo de status.
Garanto que isto vai acabar menos bem... vai, vai!

domingo, 18 de setembro de 2011

Dor



Tudo o que tenho dentro e de que sou feita dói! Se é mau é desespero, se é bom é saudade... 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Amor antigo


"O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda a parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor."


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ausência

Escrito a 24-08-2010

 

 
Do fundo do meu ser
exala o teu odor,
como a terra molhada nos dias de chuva.
A tua ausência, está presente
nos ecos da memória
e  procuro-te em cada pétala de flor
em cada vôo dos pássaros
em cada onda do mar
em cada nascer do sol.
Adormeço a sussurrar o teu nome
e acordo com o teu chamado.
Tenho medo que o tempo te apague
E piso a vida... à espera.
Sei que estás onde não sei...
Envergonho-me, porque não sei quem és!
 
 
 
 

Organizem-se!





Voltámos à rotina com mais um elemento na famíla, o meu enteado mais velho. Vem acabar o curso de arquitectura em Madrid.
Uma azáfma. Tratar de papéis, compras do Ikea a entrar pela porta, gente a acordar cedo e a água do banho que não é o que era.
Mais a mãe a fazer exames médicos, o gato que aprendeu a fugir para o quintal do lado e a vizinha "assusta-se" (sim, que o meu Pikles parece um tigre ameaçador)...
E ainda mudança de instalações da empresa, caixas, documentos e afins.

A minha vida parece passada num formigueiro, mas muito menos organizada.
Que canseira. Chiça!!!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um pouco de liberdade


Vou ter um fim de semana prolongado. E espero poder disfrutar de um pouco desta liberdade que eu amo e preciso.

sábado, 3 de setembro de 2011

As Lolas e os Manolos

Bem, já deviam estar a estranhar eu ainda não ter falado dos nuestros hermanos. E falar menos bem, claro.
Se por um lado não me apetece acumular mau karma, por outro vivo aqui e quando saio à rua esbarro-me com eles inevitávelmente. Corro ainda o risco de perder os meus onze preciosos seguidores.
Que se lixe, não aguento mais. Quem me quer já não me deixa e se deixar não tem vergonha nenhuma.

Pensava eu aqui há uns anitos que essa mania que geralmente temos em relação aos espanhóis se prendia com razões históricas, claro está, mas que já não fazia sentido nenhum nos dias que correm. Afinal somos todos europeus, aqui mesmo ao lado algo em comum devemos ter, não pode ser tanto assim... eu cheia de boa vontade e espírito aberto.
Nada disso, são tudo aquilo que aprendemos na escola e mais um bocadinho. Prepotentes, egocentricos, mal educados e por aí fora. E os espanhóis não existem. Existem os bascos, os andaluzes, os catalães, os galegos. A ideia da Espanha da senhora de vestido às bolinhas a bater o pé e da tourada...esqueçam. Se tenho amigos? Claro! Galegos, catalães e bascos.

Sei que sou do país do fado, da saudade, que poucos sabem onde fica (ali numa península...Espanha? grrrrrr) que temos muitos Manéis e Marias elas de barba e eles com a camisa à não respira aberta até ao umbigo de cabelo seboso e unhaca do dedo mindinho para limpar o ouvido e afins, a bela da sandália com a meia à pé de gesso, etc....
Qual não é o meu espanto quando saio à rua e me deparo com os Manolos e as Lolas, assim parecidos mas em muitooooo mau. É que é possível, espantem!!

Gosto de ir à igreja quando supostamente não está lá ninguém e depois do almoço apanhei o autocarro e fui ao centro deixar umas flores à Nossa senhora de Fátima ( pronto, portuguesices), numa igreja
bem bonita por sinal.
Então não é que ía haver casório? Caraças, a santa ainda por cima não tem altar, tem um nicho altíssimo e o padre olhava para mim, que me apresentei de calças de ganga, t-shirt, cabelo num rabo de cavalo, estão a ver? É fim de semana, pá, e não sou convidada.
- E agora? Como deixo as flores?
Esperei um bocado, (ouvia o burburinho dos convidados a chegar, kanervos) mas  tive a minha oportunidade! Quando o padre se virou para ligar o som, marcha nupcial e tal, atirei com o ramo que fico lá felizmente, a santa não caíu e eu saí de fininho.
A figura triste do dia cumprida e a promessa também.
À saída cruzei-me com eles e elas, eles de fato cinzento escuro e sapatinho de matar barata, beije (????) elas atafulhadas de jóias, penachos, maquilhagem a mais e aquele perfume barato que faz dor de cabeça e vómitos.


Respirei fundo, está uma tarde que ameaça chuva, agradável, fui à praça Cervantes ver os roseirais e reclamar na Vodafone que a carga da minha bateria só dura um dia, enfim, coisas que não há tempo para fazer durante a semana. Bebi um café e quando já me venho embora, mais calminha e relaxada deparo-me com isto:



A bela da mini meia de lycra com a etiqueta para fora!!!

Para castigo por ser tão cabra, perdi o autocarro....  aumfgsddefgauxbehnxd!!!!!!!!!!!!!



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Setembro, gosto de ti.



Sempre achei Setembro um mês mágico. Gosto dos primeiros pingos de chuva, dos cheiros e das recordações que me invadem.
E tanto é bom passear sem os calores tórridos do verão, como começar a ficar num ambiente mais intimista, esperando o outono.
Chá, bolinhos e um livro.
Delícia!!

(A culpa disto é do MF que está de férias e vai cozinhar. Já sinto aqui o cheiro...)