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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Saldos, o horror

 
 
 


Não sou pessoa de ajuntamentos nem que a vaca tussa. Encontrar-me em manifestações, jogos de futebol, e coisas que tais, não será fácil. Para ir a um concerto, tomo uns ansiolíticos e peço protecção divina de todos os credos, não vá a coisa degenerar para a desgraça. Enfim, fobias e cada um mija com a sua.
Os saldos não são excepção, a não ser que haja ali um amor platónico e prolongado, uma paixão incontrolável e violenta. Mesmo assim, não vou no primeiro dia, correndo o risco de habitualmente de não haver a cor o número, etc. As cotoveladas, os gritos, os maus cheiros de todas as saliências...falta-me o ar, a paciência, a disposição e às tantas, salta-me a veia de camionista e está tudo estragado. Já só quero uma porta e depressa.
Fui ao centro comercial (minúsculo, nem sei porque raio tem esse nome) trocar a pilha da minha chave do carro. Coisa simples e rápida. Havia pouca gente (fixe) e entrei numa loja para comprar umas coisas básicas, tipo meias, camisolas de algodão e assim. Fui pagar.

- Las medias no se "descambian"
- Ok, vale.

Sim filha, eu não venho "destrocar" as meias, que ainda sei que número gasto.


domingo, 6 de janeiro de 2013

A realeza







Nunca passei grande cartão ao dia de reis e desde que estou em Espanha muito menos. Das memórias, vem-me os presépios lá de casa. Aproximavam-se os reis um bocadinho todos os dias e chegado o dia, comia-se o belo do bolo. Era só. Sem graça.
Por aqui é a histeria. Compras, gente, reis a passear nas ruas a atirar rebuçados às criancinhas, um amontoar de criaturas. Tradições que respeito, mas onde não me vou meter. Deusmalivre.
E já que não tenho bolo (há um roscón de reyes simplesmente odioso e intragável que comprei um ano toda contente e chegou, pelo arrependimento) tenho incenso e mirra a arder, a perfumar a casa e a fazer-me viajar no imaginário a que a memória olfactiva me leva.

Do ouro, é melhor não falar.