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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Parabéns onde estiveres



If you leap awake in the mirror of a bad dream
And for a fraction of a second you can't remember where you are
Just open your window and follow your memory upstream
To the meadow in the mountain where we counted every falling star

I believe a light that shines on you will shine on you forever
And though I can't guarantee there's nothing scary hiding under your bed
I'm gonna stand guard like a postcard of a Golden Retriever
And never leave 'til I leave you with a sweet dream in your head

I'm gonna watch you shine
Gonna watch you grow
Gonna paint a sign
So you'll always know
As long as one and one is two
There could never be a father
Who loved his daughter more than I love you

Trust your intuition
It's just like goin' fishin'
You cast your line and hope you get a bite
But you don't need to waste your time
Worryin' about the market place
Try to help the human race
Struggling to survive its harshest night

Amo-te tanto!

domingo, 24 de junho de 2012

Nunca serei um espírito iluminado




O meu orgulho ferido é o meu ponto mais débil e o meu maior defeito. Não consigo evitar. A minha intolerância para atitudes que pecam não pela forma mas pelo conteúdo, jamais as aceitarei. A falta de transparência, actos cobardes, faltas de carácter e traições, não as perdoo. Não me vendo.
Nas batalhas, tanto nas guerras como na vida, mata-se para não morrer. É uma das leis. O motor é o medo que leva ao instinto de sobrevivência. Ainda assim, pessoas com carácter proporcionam uma morte digna, uma batalha justa em que o adversário luta com as mesmas armas de igual para igual. De forma nobre.
Faço tudo por aceitar as minhas culpas, que as tenho e, aprender a lidar com elas perdoando-me que na verdade só isso importa.
No entanto, caros vencedores, nada na vida é definitivo. Chegará a hora de prestar contas, de enfrentar as consciências.
Até porque quem com ferros mata, com ferros morre.
Parece uma ameaça, uma praga ou maldição.
Não, não é. É apenas outra das leis da vida.





sexta-feira, 22 de junho de 2012

Eu e o Euro 2012



Tenho-me recusado a ver os jogos do Europeu 2012. Tento isolar-me pela casa, ler, passar a ferro, eu sei lá, ainda que nunca deixe de ouvir os gritos da família que está ali colada ao televisor.
Primeiro, porque desta vez não acreditei desde o princípio, disse muitas vezes que nem devíamos ter saído de casa. Porque já não sei perder mais. Porque já não quero ver o meu País em piores lençóis.
Depois, foi quando soube que para limpar as ruas e fazer boa figura, os países onde tudo está a acontecer, mataram mais de 260 000 animais nas ruas de todas as formas cruéis que se possa imaginar. Ninguém se insurgiu. Ninguém, nem que de forma simbólica protestou. E como figuras públicas e em consciência tinham o dever de o ter feito.
Não vou dizer que não gosto dos resultados até agora conseguidos pela selecção. Não vou dizer que não gosto de futebol.

Mas não consigo deixar de pensar no sofrimento e na crueldade.







sábado, 16 de junho de 2012

Cinderela Man




Não vi o filme quando saíu, nem sei bem porquê, mas hoje passou na televisão e fiquei rendida.
Várias coisas mexeram dentro de mim. Sobretudo a admiração por todos aqueles que lutam sem parar, com garra e convicção pela sobrevivência com dignidade.

Inevitávelmente pensei no meu avô materno e percebi porque não o conheci neste mundo.
Alentejano, fugiu de casa aos 12 anos, fez-se à vida como empregado numa mercearia a fazer entregas ao domicílio. Mais tarde, aos 17 anos foi como voluntário para o exército (cavalaria) e simultaneamente aprendeu o ofício de marcenaria/carpintaria. Quando da implantação da república, insurgiu-se, foi preso e acabou a história como militar.
Com as voltas da vida e depois de se render aos encantos da minha avó 12 anos mais nova que ele (um amor de estórias de encantar), foi um marido e pai dedicado de 7 filhos, que teve de ver irem viver com  familiares mais abastados, para que não passassem fome e, porque apesar de tudo, era pior vê-los a trabalhar no campo de sol a sol com 7 ou 9 anos. A sardinha para 6 não é um mito. A sopa era feita com água e ervas do campo (cardos, saramagos, parecidos com grelos).

Talvez por isso tenha partido tão cedo (58 anos) vencido pelos desgostos  (a saudade mata devagarinho) e cansaço. Não lhe foi concedido tempo para ser plenemente feliz que as adversidades eram muitas.
Nunca foi esquecido, nem lembrado levianamente. A minha avó, que muitos anos depois sofreu uma trombose e perdeu a fala e a memória, quando conseguiu recuperar algumas faculdades, falava dele com se tudo tivesse sido ontem, com muito amor, brilho nos olhos e lágrimas de saudade.
Os filhos falam dele como sendo o grande exemplo a seguir e o grande amor das suas vidas.
A minha mãe conta, que quando ele faleceu a coroa de flores apanhadas no campo, foi feita por ela e pela minha madrinha. E que enquanto teciam, choravam em silêncio.

Não era boxeur, era marceneiro/carpinteiro o meu avô. Mas lutou como um guerreiro.

O projecto de reconstrucção da igreja de Alcoentre é dele. Estava a escavar a abóboda quando partiu.

domingo, 3 de junho de 2012

Ai o caçador...



Afinal sempre fui ver o filme dobrado, mas pronto. Com a Coelha por companhia e um um hiper gelado para a engorda.
Pois chorámos, rimos e, como sempre, não gostámos que a bruxa morresse.
Não é um FILME, mas dispõe bem (como diz a minha mãe) e viémos envoltas em magia e encantamento.
Soube muito bem.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Como perder a vontade de ir ao cinema.




Uma: Ayer fui al pre estreno de la peli Blanca nieves y el Cazador. Guau, que peliculón y la Chaslis ni te digo! Guapísima la tía. Pero no es americana. Es Australiana!
Eu: Es sud…
Uma: Americana.
Eu:  Noooo, es sudafricana, de la tierra de Nelson Mandela
Outro: Claro!! El del Sueño! I Have a Dream!
Eu: No…ese era Martin Luther King.

Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que dizem...