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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Zumba catrapumba.

 
 



O galinhedo junta-se à porta e vai pedindo senha para a aula. Uma histeria de gajas acima dos quarenta, com vontade de se sentirem sexy e tal. Sim, que a pitaria ainda sai à noite e dança tudo o que quer e lhe apetece. Ali, com a desculpa de perder peso e transpirar muito, é vê-las a atropelar-se e a desgrenharem-se para ficarem com lugar em frente ao espelho, mesmo que não sigam a coreografia, abanam todas as partes de que já se esqueceram e soltam uns grunhidos muitooooooooo estranhos.
A bendita zumba. Fui a duas aulas e não me parece que volte.
Perdi a pachorra para tanta parvoíce, e gente postiça.
PDI talvez, mas mesmo só talvez, que aguento muito bem a pedalada. Mas se aos 20 já não papava grupos, imaginem aos 50.
Naaaaaaaa!!!!


Tanta saudade

 
 
 



Hoje as saudades doem, massacram, abafam, ardem no peito. Queria sentar-me no sofá de mão dada a ver um filme, com uma matinha nas pernas. Sentir o teu cheiro e o teu calor. Não fiques triste, há dias assim.
Amo-te pai.

domingo, 10 de novembro de 2013

Eu até queria....

 
 


Às vezes e à falta do mar, apetece-me sair sozinha ver montras, coisas bonitas, sonhar.
Ontem foi um desses dias e fui até ao ECI que é o que tenho mais perto para ir a pé. Fui surpreendida ao ver que já estão ao dispor todas as coisas de Natal. As árvores, os berloques, os presépios, as caixas de música, os bonecos de neve...Como sempre, fico presa a um encantamento que não sei explicar. Passo horas a olhar para tudo envolta em sentimentos bons, em recordações. Transporto-me para o universo mágico, para o Amor que estas datas deveriam ter.
Decidi que este Natal não me ía sentir infeliz, que tenho de me sentir grata por tudo, por todo o que vivi e por aqueles que ainda me acompanham.

De volta a casa foi curto o sentimento para dar lugar à revolta, impotência e tristeza profundas que me tiraram o sono.
Notícias de uma amiga /irmã que está a passar por sérias dificuldades, numa espiral de decadência e perda de dignidade. Mantem-se a integridade, mas sabem os Deuses a que preço. Rimo-nos, mas sabem os Deuses a tristeza que esses risos ocultam, dissimulando tanta coisa sufocada.
Penso nos que poderiam ajudar e não querem, aqueles que um dia apregoaram sentimentos e amizade, mas que o outono e aos seus primeiros ventos fizeram cair as folhas e já só pensam na chuva e no próprio umbigo. Só porque a vida lhe deu uma chance, ou duas, ou algumas...e ainda assim se queixam de barriga cheia. Egoísmo puro. Culpa de mal entendidos, e perigoso quando não se percebe que nascemos todos debaixo do sol e que o hoje pode mudar num abrir e fechar de olhos para um amanhã menos confortável e mais incerto. Que somos todos vulneráveis e que as contrariedades da vida existem sem fazer escolhas.
Será para mim a primeira vez em muitos anos, que não posso resolver ou apaziguar necessidades. Em que também eu, fui atingida, não de morte física, mas moribunda de recursos.
Estou profundamente ferida. Profundamente triste.
Já só tenho palavras, abraços e beijos. Não pagam contas nem dão de comer a ninguém. Nem o presente de Natal ou outro, noutro dia qualquer, onde se vê o olhar e sorriso de uma criança.
Nestas datas tudo fica à flor da pele. Tudo toma proporções que me deixam de rastos.

Só posso dizer que estou aqui. E que apesar de custar horrores temos de ter fé e esperança no futuro.
Que nada é para sempre e que isto também vai passar. Tem de ser.
Que os Deuses vos abençoem!







segunda-feira, 4 de novembro de 2013

É por estas e por outras







Detesto cobardes, hipócritas e egoístas.
É por isso que pessoas ficaram pelo caminho, pois não teriam lugar ao meu lado.
É por isso.