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domingo, 29 de dezembro de 2013

A corvina tem tesouros

 
 
 



Fui às compras daquelas para durar no tempo, que o Natal aqui ainda vai a meio, eu e "eles" não nos damos lá muito bem e já me chega de encontrões, mau humor, bichas (filas) e tudo e tal.
Numa grande superfície onde não costumo ir, mas hoje deu-me com força, conheci a Sara. Gira, interessante, atrás de uma farda da peixaria, com um gorro de pai Natal e a esbanjar sorrisos que até dava gosto. Quando chegou a minha vez, eu tinha a boca cheia com uma gamba que me tinha dado a provar o companheiro do lado, de maneira que não conseguia falar e o riso deu pano para mangas para princípio de conversa. Fiz o meu pedido. Uma corvina. Começou a amanhar o bicho e diz-me que existe um ossinho lá dentro que dá sorte e que com um bocadinho da mesma até se encontram dois. Que parecem madrepérola, que mos embrulha e oferece para que eu faça os meus pedidos de Ano Novo. Lenda de pescadores diz ela. De repente dou por mim ansiosa por saber o que vai sair dali, que raio de ossinhos são esses de que nunca ouvi falar e a desejar que sejam dois, porque aproveito um para dar à V. Com desejos não se brinca e nunca são de mais.
E a Sara anuncia que são dois! Vem-me mostrar, como se de um tesouro se tratasse, embrulha-os num papelinho e diz-me que o último a que pediu um desejo tinha um propósito e que se cumpriu. Assim a encolher os ombros, como quem diz que não custa nada tentar, que pode ser sorte, fé ou outra coisa qualquer.
Lá vim eu com os dois tesourinhos toda contente. Adoro uma boa lenda




4 comentários:

Coisas de Feltro disse...

Isso de dar sorte nunca ouvi dizer, mas põe em contraluz. Vê-se a imagem da Nossa Senhora. Ou pelo menos era o que me diziam quando era miúda.

Luísa Lopes disse...

Sim, eles aqui falam da Virgem do Rocío.

Eolo disse...

Seja muito bem tornada, tinha saudades "desta" escrita.

Beijos

Luísa Lopes disse...

Eolo, meu querido, nem sempre há condições...
Beijos