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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Um dia de cada vez






Encontrou-me desfeita, à beira de um fim prematuro, porque a vida não fazia sentido e os afectos de nada serviam. A fé tinha morrido. A frase "o que Deus une o Homem não pode separar" era uma frase sem sentido a grande mentira da história de todo o sempre. Não sobrava mais nada, não havia futuro.
Encontrou-me, quando mais ninguém me viu. Quando mais ninguém me quis. Juntou as peças, tratou as feridas, com  muita paciência, amor e dedicação. Mudou a própria vida inteirinha para permanecer a meu lado e da minha filha, para o que desse e viesse.
Passados 15 anos, embora ainda não saiba se sou feliz, porque sou eternamente sonhadora e com uma alma inquieta, olho para a minha vida e sinto-me afortunada e grata. Encontrei o amor para a minha vida. Ele encontrou-me.
Já muita água correu debaixo da ponte, muitas fases difíceis, nada é perfeito, as nossas diferenças são abismais. Ninguém tem o prémio de melhor em nada.
Apenas nos acompanhamos e contamos com o outro, somos cúmplices e amigos para o que der e vier, sabendo que nada é para sempre e que "nunca" tem uma carga castradora, logo, não serve. É assim a vida. Surpreendente.





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