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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Um hino à vida da minha vida



 


A esta hora, já estava siderada com dores há quase 30 horas. O pai pacientemente sentado num banco ao lado da cabeceira, ía-me embebendo os lábios secos com um algodão e dizendo palavras de encorajamento que já não me faziam sentido. Apertava-me a mão e eu puxava-lhe a barba.
Foi o momento mais desejado da minha vida e só por isso valeu a pena viver. E fiz a vontade ao meu pai. Uma menina.

Foi há 20 anos a 11 de Maio. Era para ser a 13, para ser mais exacta, mas ela não quis assim. 3 150Kg e 48 cm de gente. Uma pessoinha que cresceu em mim e que eu ansiava conhecer, saber como era, apresentar-lhe o mundo. Com o imenso sentido da responsabilidade e o receio de não ser capaz de transmitir o que vale a pena. Construir uma personalidade.

Apesar de todas as adversidades durante estes 20 anos e longe de ter a missão cumprida, acho que não me saí mal. Não tenho do que me queixar, não tenho mesmo. E quando a coisa anda torta, lembro-me de mim, sei o que que não quero, o que aprendi e a coisa vai.
Aprendi com este ser, a melhorar-me. Aprendi a crescer e a lutar quando me apetece desistir. Aprendi que não se ama a mais ninguém neste mundo como a um filho.

E é isto. (Seria muito mais se não me faltassem as palavras)

Que os Deuses te favoreçam meu amor, durante e depois de mim.





3 comentários:

C.F. disse...

20 anos???
Um beijinho para a Vera e parabéns para ti pela Grande Mãe que és.
Gosto de ti.

Luísa Lopes disse...

Parece mentira, mas é verdade! Este tempo amigo(às vezes) tem destas coisas.
Beijinho. Obrigada!

Coisas de Feltro disse...

Parabéns às duas. Pelos seres únicos que são. (Começo a fazer contas e vejo ao tempo que vos conheço). Um beijo até Madrid.