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domingo, 12 de maio de 2013

A mãe

 
 



O Homem no seu pior estraga tudo. Com as lutas de poder, os egoísmos, falta de valores e de carácter. Falta de lealdade para com os outros e sobretudo para consigo.
Contaram-nos a história dos pastorinhos. Fazem negócio com a fé. Escondem-se atrás de estatutos da treta.
Merdices à parte, hoje apetecia-me estar em Fátima.
Podia ser no Alandroal ou em Marvão. Numa praia, numa montanha, num deserto. Não que eu precise de grandes aglomerados de pessoas para me sentir parte de um todo e consciente disso mesmo. Mas hoje apetecia-me ter ido a pé numa peregrinação ao fundo de mim.
Tenho fé na mãe. Nem me preocupa nada se era virgem, se havia pastorinhos com quem conversar  e afins. Era mulher, é a Rainha é a Deusa.
Apetecia-me mesmo. Sorrir para desconhecidos, amparar quem precisa de ajuda, partilhar a chama de uma vela. Sentir que nunca estamos sós, que somos iguais que todos temos um propósito na vida e um percurso mais ou menos doloroso. E um mundo melhor começa em cada um de nós.
Fico-me pelo sofá, nessa viagem interior na tentativa de me tornar numa pessoa melhor. Empenhada em ser condescendente, assertiva, carinhosa, tranquila, alegre e justa.

E agradecer....chorar....






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