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terça-feira, 14 de junho de 2011

Palavras vazias

Aprendi (num tempo de mais recato) que as palavras podem ser sujeitas a muitas interpretações e por isso mesmo são sagradas, não devendo ser banalizadas. Incomoda-me, envergonha-me até que palavras como "Amor", "Amo-te", "Querido (a)", "Irmãos de alma" etc sejam "cuspidas" como uma pastilha elástica  que perdeu o sabor.
Para que eu chame "Amor" a alguém é porque sinto, para chamar "Querido" é porque existe ternura, para dizer "Amo-te" é porque amo.
Não quer isto dizer que os meus afectos se restrinjam ao meu núcleo familiar, porque Amo amgos ternos, sinto empatias fortes por pessoas com alma com as quais me vou cruzando. São realmente especiais, importantes para mim, algumas delas até virtuais...daquelas coisas que acontecem sem que o filtro da razão consiga actuar. E é bom, sentirmo-nos deveras admirados, considerados e importantes para alguém e poder devolver esse carinho.
Devia pensar-se um bocadinho antes de "promover" as pessoas a estatutos, para que não nos enganemos nem enganemos ninguém. Não é justo para ambas as partes e às vezes traz amargos de boca quando percebemos que afinal não era bem assim,
As verdades e sinceridades implícitas nas palavras, devem ser bem geridas, mesmo até para não correrem o risco de se tornarem ridículas, despropositadas.
Muitas vezes as palavras nem sequer fazem falta.
Mas isto sou só eu que não sou uma pessoa "mais ou menos".
Pelo menos tento.

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