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sábado, 23 de agosto de 2014

Romarigães

 
 
 
Ilustre casa de Romarigães



Foi uma flashada. No cemitério há uma lápide com o nome do meu pai.
Para além das borboletas brancas ele mostrou-me que está sempre comigo.



 
 
 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

As férias


 
 
 
 
Da Girassol



Tive muita vontade e escrever nestas férias, mas a net nunca ajudou.
Foram muito estranhas. Tinha planos que não concretizei e fiquei com a sensação de que, com os anos, aquilo que me parecia eterno, acaba agora num instantinho. Pereceu-me uma corrida sem vencedores. Soube-me tudo a pouco e as saudades começaram antes de tempo, fora de lugar.


 
 
Peripécias muitas, afectos no auge.
Evitei pessoas e lugares. Não tive vontade, nem paciência, que isto de só se lembrarem de mim para as desgraças cansou-me. Fartei-me.

 
 
Como tive mais tempo para mim e para os meus pensamentos, dei comigo a observar com mais atenção o que me rodeia. O mundo está mesmo doente, as pessoas mal educadas, as criancinhas insuportáveis, os valores foram-se...

Um domingo na praia é um horror, dia que eu evito, mas que pela distância do mar e sendo o meu último dia me convenceu a ir até lá. Pude ver os maridos a cumprir calendário, a fingir que jogam à bola com os filhos, enquanto elas com ar de frete, ficam a fingir que leem na toalha. Todos muito felizes, claro está. Os gordos, os magros...só me lembrava que para ir à praia, basta ter um corpo, praia à mão e muita vontade, o resto que se lixe.
Ainda há famílias inteiras, com respectivos farnéis, 50 guarda sóis e muito barulho.




Comoveu-me um casalinho de velhotes, carinhosamente a por creme um no outro. Que os faz estar ainda juntos? O hábito? A dependência? Será amor ainda? Amizade?
E enojou-me o maridinho querido a por creme nas costas da mulher grávida e a galar a gaja do lado.
Cada um sabe de si, pois com certeza, mas a discrição ficou onde?






No Minho, na aldeia havia festarola e desde cobras e lagartos (literalmente), a música popular e pimba aos berros nos altifalantes foi uma farturinha.


Como sempre, valha-me o amor. Por todos com quem partilhei os melhores momentos e me fizeram feliz.
Obrigada!




 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Persiste o silêncio




Um dia destes páro aqui, pensei tantas vezes.
Foi hoje. Uma manhã de nevoeiro, calma, calada, amena. Parei.
Só silêncio. No entanto na minha cabeça, há ruído de fundo de patos a grasnar, de baloiços e crianças, de risos. E há ali uma casa com gente que me espera para o almoço, para o lanche, para o jantar, para dormir, para me amar....



 
 

 
 



 

 

 

 

 

 

 

 

 



Mas não. Mataram os patos, desmancharam os baloiços, não há crianças e a casa está vazia. Só um grande silêncio.
Lágrimas no lugar de risos. Lágrimas reconfortantes, necessárias.





terça-feira, 1 de julho de 2014

Rumi

 
 
 
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O ser humano é uma casa de hóspedes.
Toda manhã uma nova chegada.
A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.
Receba e entretenha a todos, mesmo que seja uma multidão de dores
que violentamente varre sua casa e tira seus móveis.
Ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
Eles podem estar te limpando para um novo prazer.
O pensamento escuro, a vergonha, a malícia, encontre-os à porta rindo.
Agradeça a quem vem, porque cada um foi enviado como um guardião do além.

Rumi

 

mi

domingo, 29 de junho de 2014

Orfandade








Atravessando a fronteira por Fuentes de Oñoro
O teu pai, vinha aqui muitas vezes
Vinha...vinha... parou-me o coração no tempo do verbo, ficou tudo escuro.
A  rádio toca "I feel so close to you right now" e eu a sentir-me encolher, a querer perceber essa proximidade e nada, só um nó no estômago a ausência a doer, um buraco no peito, as lágrimas a saltar e os soluços que não pude conter.
Serei para sempre órfã. E esta dor não passará.






segunda-feira, 16 de junho de 2014

Pode ser do Mercúrio retrógrado ou do desmame dos antidepressivos ou do raio que me parta, ou da puta que me pariu


 
 


Eis que passou meio 2014.
Ando mais amargurada que o costume, a sentir-me sem forças, sem luz nem brilho. Ele á a menopausa a aproximar-se com algumas transformações para além do óbvio, um inverno em que me surgiram as primeiras dores articulares, tomadas de consciência, crises existenciais, desilusões (culpa minha obviamente,  porque elevo a fasquia em assuntos que não dependem de mim).
Talvez a melhor definição seja sentir-me prisioneira, o que não é nada saudável para o meu orgulho e sanidade mental. Sim, sou orgulhosa qb. Mas há situações em que me sinto morrer devagar, como se nada fizesse sentido e estivesse numa outra dimensão, num universo paralelo.
Entrincheirada num mundinho que é a minha realidade, mas que me deixa profundamente infeliz.
Preciso de um sítio onde possa gritar, falar sozinha, meditar e depois da baba e ranho ter encontrado o caminho e a solução. Ainda haverá esse sítio? Haver há, mas sou o capitão que não pode abandonar o barco, embora me apeteça que ele se afunde.
Lembrei-me agora do meu querido amigo Nuno Azevedo ( tenho saudades tuas), que há 30 anos me aturou uma bebedeira de dor de corno e me dizia enquanto me levava a casa: " Crises existenciais aos 20 anos, francamente!"
Feliz foi ele, um dia em que foi voar e por lá ficou. Disseram que a avioneta se despenhou ao largo da Madeira, mas para mim ele foi direitinho para o céu. Nunca apareceu.
Pois é amigo, aqui estou eu, com conversas de merda, armada em desgraçadinha.
Se calhar vou beber um gin.
Show must go on...









domingo, 15 de junho de 2014

Quando chega a hora

 
 
 



Matar sonhos acontece-nos a todos. Protelar situações também. Separar o trigo do joio, deixar ir. Nunca é de ânimo leve. Dói que se farta.
Em processo...

É tudo, por agora.