O sol dos dias, vem das almas, das coisas simples da vida. Emoções doces são tudo o que preciso para que o sol apareça nos dias mais escuros.
domingo, 20 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Saldos, o horror
Não sou pessoa de ajuntamentos nem que a vaca tussa. Encontrar-me em manifestações, jogos de futebol, e coisas que tais, não será fácil. Para ir a um concerto, tomo uns ansiolíticos e peço protecção divina de todos os credos, não vá a coisa degenerar para a desgraça. Enfim, fobias e cada um mija com a sua.
Os saldos não são excepção, a não ser que haja ali um amor platónico e prolongado, uma paixão incontrolável e violenta. Mesmo assim, não vou no primeiro dia, correndo o risco de habitualmente de não haver a cor o número, etc. As cotoveladas, os gritos, os maus cheiros de todas as saliências...falta-me o ar, a paciência, a disposição e às tantas, salta-me a veia de camionista e está tudo estragado. Já só quero uma porta e depressa.
Fui ao centro comercial (minúsculo, nem sei porque raio tem esse nome) trocar a pilha da minha chave do carro. Coisa simples e rápida. Havia pouca gente (fixe) e entrei numa loja para comprar umas coisas básicas, tipo meias, camisolas de algodão e assim. Fui pagar.
- Las medias no se "descambian"
- Ok, vale.
Sim filha, eu não venho "destrocar" as meias, que ainda sei que número gasto.
domingo, 6 de janeiro de 2013
A realeza
Nunca passei grande cartão ao dia de reis e desde que estou em Espanha muito menos. Das memórias, vem-me os presépios lá de casa. Aproximavam-se os reis um bocadinho todos os dias e chegado o dia, comia-se o belo do bolo. Era só. Sem graça.
Por aqui é a histeria. Compras, gente, reis a passear nas ruas a atirar rebuçados às criancinhas, um amontoar de criaturas. Tradições que respeito, mas onde não me vou meter. Deusmalivre.
E já que não tenho bolo (há um roscón de reyes simplesmente odioso e intragável que comprei um ano toda contente e chegou, pelo arrependimento) tenho incenso e mirra a arder, a perfumar a casa e a fazer-me viajar no imaginário a que a memória olfactiva me leva.
Do ouro, é melhor não falar.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2013, vamos lá
Ora com novo ano à vista, quero despedir-me em grande.
Passei o ano aqui ao lado (o último de 8), no país vizinho a ouvir falar de desgraças governamentais e outras, a ver o meu país a ir pelo cano. Ouvi queixumes, fiquei a par de duras realidades entre os amigos e conhecidos.
Apesar de ter tido alguns tropeções ao longo deste ano, alguns deles posteriormente benéficos, pois livrei-me de gente menos decente e de más energias, considero ter um balanço positivo.
Há muito tempo que não tinha a oportunidade de rever amigos, de alguns deles separavam-me 30 anos. Pude cimentar laços, ter encontros, empatias com desconhecidos, novos amigos, partilhas de sorrisos, muitos abraços. E não pedi nada disto. O Universo deu-me de presente querendo eu pensar que mereço.
Portanto, nada tenho a pedir a não ser saúde. Sim, que começam as dores aqui e ali...
Mesmo assim, desejo a todos, força para superar os desafios da vida, luz nas trevas, amor nos corações, compaixão e partilha. Enquanto vivermos, que sejamos felizes e inteiros.
Sobretudo, valorizemos os afectos, são o SOL dos dias que alimenta as almas.
Feliz 2013 a todos
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Oxigénio
(O meu pai veio ver-me)
O melhor do meu Natal. Carregar baterias num sítio mágico em boa companhia. Ganhei abraços, pessoas que conheci de quem gostei muito. Não pude estar com todos, que a vida prega-nos partidas. Entre chamadas e mensagens, sentí-me mais pertinho.
Balões de oxigénio, é o que vos digo.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
De mim para mim.
Depois de muito conversar comigo, que ando sempre atrasada nessa coisa de encontrar a "luz e o conhecimento supremo" sim que eu acho sempre que não sou digna de uma série de coisas, eis-me a pensar e tenho decidido, que este Natal vai ser de alegria, reconhecimento e gratidão. Não quero chorar os mortos, não quero ter saudades dos que ainda amo. Guardo-os tão dentro do peito que são mais meus que nunca, sem ter de os partilhar com ninguém. Dos vivos a quem amo, posso dizer que tive um ano tão cheio de encontros e reencontros que acho que foi um brinde, um presente tão grande que não tenho palavras. Momentos e dias em pleno, sem ansiedade, a respirar fundo, sem nós no estômago, com a autenticidade dos abraços e manifestações de carinho várias. O meu núcleo familiar manteve-se unido de pedra e cal, a mãe a melhorar depois de um mau bocado (geração de guerreiros).
Até agradeço o afastamento de certas pessoas que me faziam mal, de sítios carregados de maldade acreditando que algo melhor me espera. Porque não? Eu mereço tudinho de bom.
Surpreendentemente, alguns amigos virtuais que se cruzaram no caminho. Almas que se reconhecem e que nos completam de alguma forma. Com quem se cria laços, sabe-se lá porquê (ou sim) e afinidades.
Já sinto o cheiro dos amigos, a parvoíce e o aconchego. Já sinto o cheiro a mar, a serra a casa.
Sejamos felizes, olhemos para dentro, não deixemos que nos vençam e nos tirem a esperança no futuro. Sejamos solidários.
A Fénix renasceu das cinzas.
Boas Festas
sábado, 1 de dezembro de 2012
Voltaste em sonhos
Pois foi, o Pikles fez o favor de te ir buscar e miavam os dois à minha janela. Fiquei tão feliz!!
Depois acordei e foi a dor adormecida que tomou conta de mim o dia todo. Faz hoje 3 anos que te foste para o céu dos gatos.
Fazíamos a árvore juntos, tu curioso com as bolas, os brilhos e as caixas, num faz, desfaz que nunca me deixava zangada.
Só consegui acender umas quantas velas, pôr um presépio e pouco mais. Não quis trair as nossas memórias logo hoje e, passei o dia calada contigo.
Até tu me tinhas de faltar...
Subscrever:
Mensagens (Atom)



