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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Oxigénio

 
 
 
 (O meu pai veio ver-me)
 



O melhor do meu Natal. Carregar baterias num sítio mágico em boa companhia. Ganhei abraços, pessoas que conheci de quem gostei muito. Não pude estar com todos, que a vida prega-nos partidas. Entre chamadas e mensagens, sentí-me mais pertinho.
Balões de oxigénio, é o que vos digo.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

De mim para mim.

 
 


Depois de muito conversar comigo, que ando sempre atrasada nessa coisa de encontrar a "luz e o conhecimento supremo" sim que eu acho sempre que não sou digna de uma série de coisas, eis-me a pensar e tenho decidido, que este Natal vai ser de alegria, reconhecimento e gratidão. Não quero chorar os mortos, não quero ter saudades dos que ainda amo. Guardo-os tão dentro do peito que são mais meus que nunca, sem ter de os partilhar com ninguém. Dos vivos a quem amo, posso dizer que tive um ano tão cheio de encontros e reencontros que acho que foi um brinde, um presente tão grande que não tenho palavras. Momentos e dias em pleno, sem ansiedade, a respirar fundo, sem nós no estômago, com a autenticidade dos abraços e manifestações de carinho várias. O meu núcleo familiar manteve-se unido de pedra e cal, a mãe a melhorar depois de um mau bocado (geração de guerreiros).
Até agradeço o afastamento de certas pessoas que me faziam mal, de sítios carregados de maldade acreditando que algo melhor me espera. Porque não? Eu mereço tudinho de bom.
Surpreendentemente, alguns amigos virtuais que se cruzaram no caminho. Almas que se reconhecem e que nos completam de alguma forma. Com quem se cria laços, sabe-se lá porquê (ou sim) e afinidades.
Já sinto o cheiro dos amigos, a parvoíce e o aconchego. Já sinto o cheiro a mar, a serra a casa.
Sejamos felizes, olhemos para dentro, não deixemos que nos vençam e nos tirem a esperança no futuro. Sejamos solidários.
A Fénix renasceu das cinzas.

Boas Festas



sábado, 1 de dezembro de 2012

Voltaste em sonhos






Pois foi, o Pikles fez o favor de te ir buscar e miavam os dois à minha janela. Fiquei tão feliz!!
Depois acordei e foi a dor adormecida que tomou conta de mim o dia todo. Faz hoje 3 anos que te foste para o céu dos gatos.
Fazíamos a árvore juntos, tu curioso com as bolas, os brilhos e as caixas, num faz, desfaz que nunca me deixava zangada.
Só consegui acender umas quantas velas, pôr um presépio e pouco mais. Não quis trair as nossas memórias logo hoje e, passei o dia calada contigo.
Até tu me tinhas de faltar...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vem aí

 
 
 


O Natal já anda a mexer comigo. Entre a vontade de adormecer a 23 de Dezembro e acordar a 7 de Janeiro e a vontade de fazer a árvore, ficar de noite a olhar para as luzinhas e deixar-me levar para um mundo encantado.
Vai ser difícil, mais difícil do que possa imaginar. Pelas ausências de muitos anos, pelas mais recentes e pela falta de saúde de outros, que possívelmente impossibilitarão aquela paz que gostamos de ter.
Já para não falar de tudo o resto, o que nos rodeia, o que não podemos mudar e o que podemos em pequenos gestos em demonstrações de carinho.

Aguenta coração.




domingo, 11 de novembro de 2012

Chapéus de chuva e outras coisas







A precisar de respirar, acompanhei o marido numa viagem de negócios a Santander. Muita chuva, uma noite desagradável, mas eu estava encantada que não me é difícil amar as pequenas/grandes coisas.
Depois do check in no hotel, deixámos as malas no quarto e saímos para tomar um chá, que o almoço foi pesado e ajuda a aquecer.
De regresso, ficámos à entrada enquanto eu acabava um cigarro. Aproxima-se uma rapariga e chamou-me a atenção o chapéu de chuva, branco com pintinhas pretas e um folho à volta, assim como uns longos cabelos com canudos largos. Em conversa de circunstâmcia disse que em tempos tive um parecido (chapéu), amarelo, que não sei o que lhe aconteceu...
Eis quando começa a parvoíce.
- Pois eu olho para aquilo e só me lembra lingerie.
- Oh pá, não comeces. Tem uns cabelos lindos a miúda. E o chapéu é engraçado.
- Hummmmm, parou no hall a ver mensagens no telemóvel. Cá p'ra mim... com aquela saia de lantejoulas e aqueles saltos...
-  Não percebes nada de moda, estas coisa usam-se. Não me vais dizer que vem "atacar"?!
- Nãoooooooooo, vem defender!!! Não foi à recepção a mala está vazia (nota-se) e vais ver que nos vai evitar no elevador.
 Entretanto acabava o cigarro e entrámos. Ela ía para os elevadores e quando nos viu parou e verificou de novo o telemóvel. Ele ainda bloqueou a entrada para que ela pudesse subir, mas em vão que ela deu meia volta e ficou a fazer tempo, parecendo não ter entendido nadinha.
- Tás a ver? Eu não disse?
- És horrível, onde aprendes tu estas coisas? Muita experiência, imagino...
- Parva! Vejo na TV.
- Ah, pois tá bem...



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Viagem com eles



 


Não tenho cemitérios físicos para visitar, mas no entanto já fiz uma longa viagem interior desde Moçambique. até às Azenhas do Mar. Desde a minha avó paterna, até aos avôs que não conheci. Aos meus bichos, amigos, familiares e amigos.

Tenho andado raivosa, desencantada e céptica.
Na quinta feira passada, antes de adormecer pedi para sonhar com o meu pai, pedi para matar saudades, por algum conforto. Acordei madrugada fora com a minha mãe caída nas escadas, num cenário de terror que não consigo esquecer. Pareceu-me morta. Pontos na cabeça, uma costela partida e muitos hematomas.
Senti-me traida e abandonada. Zanguei-me com os Deuses, com o meu pai, comigo e com os meus remorsos. Senti que tudo é uma grande e cruel mentira, não me falem de amor e afins, que não quero ouvir.

Enquanto viajei hoje no tempo, fui comprar um banco para a banheira para tornar mais fácil e confortável o banho dela. Preciso de cuidar dos vivos. Preciso de forças, preciso da fé que me abandona.

Isto também há-de passar.