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sábado, 25 de agosto de 2012

Setembro já se nota

 
 


Os dias já têm outra cor. Céu limpo, outro azul. 7 graus a menos e uma brisa agradável.
Algumas folhas de árvore já bailam no chão.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Isto está-se a acabar







Os dias têm estado maravilhosos à excepção de hoje que esteve nublado mas sem chuva. Essa acordou-me durante a noite, com um ruído ensurdecedor. Custou-me  voltar a pegar no sono, porque as chuvas de Agosto deixam-me sempre maravilhada. Os cheiros desta manhã eram muito mais intensos.
Portanto aqui fiquei por casa, entre leituras, facebook, um pequeno passeio à tarde às ruínas romanas de Tróia, entre pinheiros mansos, eucaliptos, mar e rio. Um manjar dos deuses para os sentidos. Gosto destas merdas, que hei-de fazer?
A "realeza" já foi à vidinha dela graças aos deuses, mas fiquei com a sensação dos dias contados, de prisioneiro condenado à morte. Falta muito pouco para ter de me meter no carro e rumar a Madrid. É assim como o síndrome de domingo à noite. Dói-me o estômago. Dá-me náuseas.
Já equacionei ficar por cá sozinha mais uma semana, mas estava a sonhar. Sim, porque para variar fico sempre para último lugar nas prioridades.
Bem na verdade vou ver se não azedo os dias que faltam, que já começo a não suportar a minha presença.
Amanhã vou ver o Brave (estou danadinha) o que implica menos um dia de droga da boa (praia) mas na excelente companhia da Coelha, num Centro Comercial perto de mim. Implica algumas asneiras como fast food, gelados e tal.
Mas ainda vou estudar uma maneira de voltar depressa, macacos me mordam

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Bernardooo!! Saia de cima da Martocaaaas!!!!!

Passámos da piscina da quinta dimensão para uma zona de Bernardos, Guilhermes,Vicentes, Mafaldas e Martocas (Martas)...e mainãoseioquê, tá a ver????
Onde raio está o meio termo? Por que é que 4 paposecos custam 5 euros?
Dassssssssssssssssssseeeeeeeeeee
Estou-se-me a ver para o ano a ir a banhos com a mangueira no quintal lá de casa. Se ainda tiver quintal, claro está. Nada de surpresas. Nem algas, nem areia nem diarreias cerebrais. Estou a ficar velha, só pode.
Kanervos!


terça-feira, 31 de julho de 2012

A verdade é que fomos





A verdade é que fomos
feitos do mesmo sangue
violento e humilde

A verdade é que temos
ambos a graça de compreender
todos os homens e todas as estrelas

A verdade é que Deus
nos ensinou
que este é o tempo da razão ardente.

Deus hoje deu-me um pouco
do que toda a vida lhe pedi
foi esta calma e simples aceitação
de que é preciso que estejas
longe de mim
para que amando eu possa conservar
o meu coração puro.

As ruas hoje pareciam mais largas
e mais claras

As casas e as pessoas
pareciam diferentes

Foi só o tempo de pedir a Deus
que prolongasse o generoso engano.

Tu ensinaste-me as palavras simples
as palavras belas
as palavras justas

E fizeste com que eu já não saiba
falar de outra maneira.

O amor substitui
o Sol — que tudo ilumina.

Sonhar contigo é quase como
saber que existo para além de mim.

Se basta que de mim te lembres
para que o sono facilmente venha
porque não hás-de dar-me amor a paz
com que o meu coração de há tanto tempo sonha

Vês como é tão simples
ter o coração
tão perto da terra
e os olhos nos olhos
e a alma tão perto
da tua alma

Por que será
que quanto mais repartimos
o coração
maior e mais nosso ele fica?


Raúl de Carvalho, in “Obras de Raul de Carvalho”


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vou ler que isto passa





Por estes lados ando em maré baixa. Entre outras coisas que me tiram o sono, arranjei uma tendinite num pé, dores lancinantes e uma semana de pé no ar. Entre a cama e o sofá, já não tenho posição, para além de estar a gastar o nome à minha filha, que coitada, já sopra pelos cantos.

Tenho de gramar com os noticiários todos, ou não tivesse uma mãe com tendências profundas para a desgraça o que me deixa num desespero quase pânico em relação ao futuro (mas qual?)...

Ainda, perguntar a pessoas se estão bem assim como respectivos familiares supostamente doentes e não obter resposta alguma. Pois....ainda não perceberam como funciono. A partir de agora que caia o Carmo e a Trindade a ver se eu me ralo.

Estou desejosa de sair daqui.




domingo, 22 de julho de 2012

Aos quatro anos foi assim





Não era dia de ficar em casa. Impensável. Assim que dissesse:
- Tenho saudades do pai...
- Então eu, nem se fala!
Como se fosse possível medir a dor, a intensidade dela. Como se nas minhas veias não corresse o sangue do meu pai, do amor da minha vida.

Sendo assim, tinha planeado que sózinha ou acompanhada estaria comigo e com ele num dia só nosso. Queria ver a pomba branca que me costuma aparecer do nada neste dia. Olhar o céu, ver as andorinhas, ver figuras nas nuvens que inventaria sermos nós em situações felizes. A rirmos juntos de coisas parvas, de nós próprios numa cumplicidade inigualável.

Acabei numa piscina municipal com a cara metade. Livro na bagagem, muitas árvores, águinha e tal.
Mau mesmo, foi a fauna do costume. Gritaria, toalhas amontoadas, farnéis imensos e por aí fora.
Bem, não te enerves, não vale a pena. Não é dia.

À hora de almoço, uma saladinha. Hummm, vai-me saber bem.
Não, nada bem. A alaface estava cozida com horas de tempero. O tomate mole e quente. Blhec!!
Vai-me salvar o melão...errr, também não.
Café??? Si, solo! Horrorrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!

Atrás dos meus óculos escuros um tom antes do apropriado para a neve (ou não posso conduzir) comecei a observar as pessoas à minha volta. Eis senão quando me deparo com um Adónis. Lindo, loiro (não sou fã, prefiro morenos) olhos e tez claros, cabelo pelos ombros. Agradável à vista, por fim qualquer coisinha.
O pior foi quando começou a comer. Com os dentes da frente tipo rato com umas bolas ali, às tantas via-se a comida a bailar a querer fugir mas voltava a entrar...e a cereja no topo do bolo foi pegar na unhaca e palitar os dentes. Credo!

Oh pai, eras tu com o teu adorável sarcasmo a querer fazer-me rir?
Conseguiste!

sábado, 14 de julho de 2012

A minha árvore





Era a árvore preferida da minha rua. Esta manhã não estava lá. Mataram-na de vez. Acariciei o tronco decepado rente ao chão e as lágrimas saltaram-me dos olhos. As outras irmãs, pareciam envoltas num silêncio fúnebre e triste. Imaginei as raízes entrelaçadas, num último aconchego de solidariedade.
Perdi mais uma cúmplice.