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terça-feira, 17 de abril de 2012

O AMOR é eterno



Adormeci a chorar, com uma tristeza que não soube descrever. Devem ser as hormonas...
Acordei na mesma.
Durante a viagem de carro, tocou Queen "I was born to love you". Durante a  manhã e ao aparecer a data, percebi tudo. Estúpidos sinais que insistem em revelar-se. Em fazer-me lembrar que quero esquecer estes dias.

Hoje farias 47 anos.
A morte veio anunciada, de fininho, má! E roubou-nos tempo, partilhas e cumplicidades.

Mas estás por aqui. Eu sei.

Ainda te amo, "Fantalinho"

(Ao meu querido primo Fernando)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A Minha Saudade Tem o Mar Aprisionado


A minha saudade tem o mar aprisionado
na sua teia de datas e lugares.
É uma matéria vibrátil e nostálgica
que não consigo tocar sem receio,
porque queima os dedos,
porque fere os lábios,
porque dilacera os olhos.
E não me venham dizer que é inocente,
passiva e benigna porque não posso acreditar.
A minha saudade tem mulheres
agarradas ao pescoço dos que partem,
crianças a brincarem nos passeios,
amantes ocultando-se nas sebes,
soldados execrando guerras.
Pode ser uma casa ou uma rede
das que não prendem pássaros nem peixes,
das que têm malhas largas
para deixar passar o vento e a pressa
das ondas no corpo da areia.
Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão.

José Jorge Letria, in "A Metade Iluminada e Outros Poemas"

Sua Majestade



Sua Majestade o rei de Espanha Juan Carlos I, partiu a bacia, enquanto caçava elefantes no Botswana.
Parece que não informou que se ía ausentar do país, nem para onde.
A preocupação do governo é apenas e só, pelo estado da Nação, pelo dinheiro que se gasta em tempo de crise.
Eu vomitaria um monte de outras verdades e preocupações. Esta criatura gosta de matar, não é novidade.
Que pena tão grande!!!

domingo, 15 de abril de 2012

Eutanásia porque eu quero


  
Ir com o meu cão ao veterinário é uma tortura. Tem muito medo dos outros cães e só de perceber onde está, treme que nem varas verdes. O medo, estamos em crer que se deve a que o gato lhe "batia" quando ele chegou cá a casa com 2 meses. Hoje são amigos, brincam muito, mas na rua, tudo o que tenha 4 patas e se mexa deixa-o em pânico. Ontem coitado, para mal dos pecados dele o companheiro da sala de espera era um Mastin preto, doce que só ele, também nervoso, coitado, mas que o Pepper não podia nem encarar.
Entretanto, havia uma rapariga encostada ao balcão à espera de vez, sem qualquer animal com ela. Faço sempre os meus filmes mentais, pensei que fosse comprar qualquer coisa, como despasitantes ou assim, mas não.
Perguntou então quanto custava matar o cão do "patrão" um cobarde para começo de conversa. Mandou a empregada numa atitude muito" nobre". Que era um cão muito agressivo, que blá, blá, sim, que nem ouvi nada, já que desatei a falar sozinha, no meu português vernáculo.
O veterinário tentou dissuadi-la, apresentou-lhe folhetos de escolas de recuperação canina, apresentou-lhe um monte de alternativas e a outra só dizia que o senhor (dono do cão) era muito teimoso de ideias fixas e que tinha de chegar a casa com uma resposta, com um preço. Lá lhe disse, que dependia do peso do bicho, etc (como vos digo nem quis ouvir bem) e saiu porta fora.
Chegou a minha vez e claro, perguntei-lhe que raio de história era aquela. Ele, um rapazinho novo e muito carinhoso, só me dizia que mais não podia fazer, que não se podia negar a cumprir as ordens da casa, que o cliente tinha sempre razão na perspectiva dos donos da clínica (embora ele discordasse) mas que tinha fé que ao saberem o preço desistissem da atrocidade.
Receio bem que se não têm dinheiro para o fim, também não terão para os meios, que seria contratar serviços de ajuda para o pobre animal. Que lhe irá acontecer?

Abracei o meu Pepper, portou-se bem. Só não comeu o dia todo, mas hoje já marchou uma pratada. Está feliz e bem disposto a brincar com a "Jurema" e com as bolas.
E eu amo-o.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Já de volta


Mortinha de cansaço. Nada que uma boa noite de sono não cure.
Valeu o calor dos afectos e já só penso na próxima vez. Ou não vivesse eu, sempre a querer ir...

terça-feira, 3 de abril de 2012